TRT-SP proíbe greve total de trens da CPTM e catraca livre no dia 03 de outubro de 2023
Publicado em: 28 de setembro de 2023
Trabalhadores vão cruzar os braços contra privatização; Metroviários e funcionários da Sabesp também anunciaram paralisação; Se descumprirem essa determinação, cada um dos sindicatos que representa os trabalhadores sofrerá multa diária de R$ 500 mil
ADAMO BAZANI
O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo atendeu pedido de liminar da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e proibiu paralisação total de trens na próxima terça-feira, 03 de outubro de 2023.
Os trabalhadores decidiram que vão cruzar os braços contra privatização. Metroviários e funcionários da Sabesp também anunciaram paralisação.
A liminar concedida pela Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) determinou que os trabalhadores da CPTM terão de operar com 100% do efetivo em horários de pico e 80% nos demais períodos caso prossigam com a greve marcada;
A decisão da juíza Raquel Gabbai de Oliveira classifica como horário de pico entre 4h e 10h no período da manhã e entre 16h e 21h.
Os percentuais definidos se aplicam a todos os responsáveis pelos serviços de operação de trens, como aos maquinistas, pessoal das estações, segurança, manutenção e operação.
Além disso, a decisão proibiu a “liberação de catracas” como forma de manifestação do movimento grevista. A CPTM alegou que a medida poderia provocar tumulto e risco de acidentes.
Se descumprirem essa determinação, cada um dos sindicatos que representa os trabalhadores sofrerá multa diária de R$ 500 mil.
A Justiça determinou a presença de um oficial de justiça no Centro de Controle Operacional da CPTM, na data em que a greve está programada para ocorrer.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Sabesp, Ceagesp e afins têm que ser privatizadas mesmo. Empresas cheias de funcionários e assessores desqualificados e acomodados.
Vejamos nossos aeroportos privatizados: taxas altíssimas, banheiros imundos e filas intermináveis. Pedágios nas estradas caríssimos e poucas melhorias. Água no Rio de Janeiro de péssima qualidade. A privatização enriquece quem já é rico em detrimento da maioria. Devemos buscar pela melhoria do bem público e não entregá-lo de graça a grupos oportunistas às custas da desinformação.