EMTU aumenta em R$ 4,5 milhões contrato para gerenciamento de obras do trecho II do VLT da Baixada Santista
Publicado em: 18 de setembro de 2023
Aditivo publicado nesta segunda (18) alterou também os prazos de vigência e execução, para garantir entrega no início do segundo semestre de 2024
ALEXANDRE PELEGI
As obras do trecho 2 do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista ficarão R$ 4,5 milhões mais caras.
A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) publicou nesta segunda-feira, 18 de setembro de 2023, aditivo ao contrato assinado com o consórcio vencedor da licitação destinada ao gerenciamento, supervisão e fiscalização das obras do trecho 2 do VLT.
O termo original foi firmado no dia 23 de agosto de 2021 com o Consórcio VLT – Trecho 2 (Bureau Veritas do Brasil Sociedade Classificadora e Certificadora, Future ATP Serv. de Eng. Consultiva e LBR Eng. e Consultoria), com o valor aproximado de R$ 20 milhões (R$ 20.470.205,00), vigência de 27 meses e prazo de execução de 24 meses. (Relembre)
Pelo aditivo publicado nesta segunda (18), foi aplicado um acréscimo de 21,95%, o que elevou o valor em R$ 4,5 milhões (R$ 4.493.256,31).
Foram também prorrogados o prazo de execução e vigência contratual por 16 meses respectivamente, a partir de 23 de agosto e 23 de novembro de 2023.
O contrato envolve a prestação de serviços especializados de engenharia para apoio ao gerenciamento, supervisão, fiscalização das obras e gestão ambiental, prestação de serviços especializados de engenharia para apoio à análise e verificação de projeto executivo, supervisão, inspeção, auditoria, fiscalização e acompanhamento da implantação dos sistemas elétricos, eletrônicos, eletromecânicos e rede aérea para implantação do Trecho 2 – Conselheiro Nébias / Valongo.
O Trecho 2 é parte integrante da etapa prioritária da rede de VLT, compreendido entre a ramificação da via permanente na Av. Afonso Pena (inclusive) junto à Rua Campos Melo, até a Av. Francisco Glicério (inclusive), junto à Av. Conselheiro Nébias, interligando com o Trecho Barreiros / Porto, em Santos, bem como, prestação de serviços especializados de engenharia para apoio ao gerenciamento, supervisão, fiscalização das obras complementares de acessibilidade das estações do Trecho Barreiros / Porto, nos municípios de Santos e São Vicente, na Região Metropolitana da Baixada Santista – RMBS.
A Linha 2 do VLT sofreu atrasos.
A Álya (antiga Queiroz Galvão), construtora do trecho 2, apresentou em reunião no início de agosto desta ano, na prefeitura de Santos, detalhes sobre a conclusão do trecho viário da Rua Campos Melo, no Macuco, e dos avanços da obra na região do Centro.
O representante da construtora exibiu imagens das operações em andamento na região central, em diversas vias, inclusive em frente à Praça José Bonifácio – onde ficará a estação que homenageia o Patriarca da Independência, nascido em Santos. “Todos os equipamentos já estão comprados e os trens, fabricados em Luxemburgo, prontos para serem enviados”, garantiu.
No encontro, foi ressaltado que o prazo para que a linha seja entregue, início do segundo semestre de 2024, permanece inalterado. Serão oito quilômetros de extensão, com 12 estações próximas a locais de interesse público como o Mercado Municipal, o Poupatempo e o Terminal Valongo, onde haverá uma estação integrada com o transporte de ônibus.
SEGUNDO TRECHO DO VLT
Como informou o Diário do Transporte, em 24 de setembro de 2020, o governador João Doria assinou a ordem de serviço para o início das obras, que necessitam agora do trabalho de supervisão externa.
O segundo trecho do VLT vai da avenida Conselheiro Nébias ao bairro do Valongo, em Santos, no litoral Sul paulista, com oito quilômetros e 14 estações acessíveis, passando pelas ruas Campos Mello, Doutor Cochrane, João Pessoa, Visconde de São Leopoldo, São Bento, Amador Bueno, Constituição, Luiz de Camões e a Avenida Conselheiro Nébias.
A expectativa é de uma demanda diária de 35 mil passageiros em dias normais da semana sem os efeitos da pandemia da Covid-19.
Para o novo trecho, serão colocadas mais sete composições em operação.
Como mostrou o Diário do Transporte, em 06 de julho de 2020, governador de São Paulo, João Doria, assinou contrato de R$ 217,7 milhões para o início das obras.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


