SPTrans determina novos padrões para os letreiros dos ônibus da cidade de São Paulo
Publicado em: 12 de setembro de 2023
Mudanças devem ocorrer até dezembro; números e nomenclaturas das linhas permanecem; Gerenciadora diz que medida é para melhorar e padronizar, mas profissionais do setor criticam algumas exigências e dizem que pode haver dificuldades de visualização pelos passageiros
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
Até dezembro deste ano de 2023, os ônibus da cidade de São Paulo terão de fazer alterações nos letreiros (onde são informados números e nomes das linhas) e nos painéis menores de informações auxiliares, como o número e código das linhas na traseira e a tela menor no para-brisa que traz dados como as principais vias atendidas.
Os números das linhas e os nomes dos itinerários não mudam, mas vai haver alterações na forma como serão exibidos estes dados.
Uma circular com data de 06 de setembro de 2023 foi enviada às empresas com as instruções. As adaptações devem ser feitas em até 90 dias.
O Diário do Transporte foi procurado por profissionais que atuam na programação destes letreiros eletrônicos que criticaram algumas das exigências e disseram que, em determinados casos, a visualização pelos passageiros pode se tornar mais difícil.
“Pelo tamanho, tipo de letra e formas de abreviaturas, nomes maiores, como ‘Term. Cachoeirinha’ vão ficar impossíveis de se colocar pelas fontes exigidas e será mais difícil visualizar. Além, disso, só têm duas marcas de letreiros onde pode ser usado o ‘ambiente Windows’ para atender ao que foi pedido. Mas nem todas as empresas possuem estas marcas de letreiros” – disse Juverci de Melo, que atua em projetos de programação de letreiros.
“Presto consultoria para a capital e outras cidades da Grande São Paulo. Estava indo bem com o número fixo e o destino fixo sem animações. Conheço todas as marcas e programas de letreiros e algumas orientações pedidas podem prejudicar” – disse
Além disso, o profissional ressaltou que em alguns casos, pessoas com limitação de visão podem ter problemas para identificar as linhas já que “animações” previstas na circular podem, segundo ele, atrapalhar quem precisa de maior esforço para visualizar em uma certa distância, ainda mais um veículo em movimento.
A circular determina, entre outros pontos, como devem ser as abreviaturas padronizadas de termos como “Alameda”, “Avenida”, “Praça”, “Largo”, “Parque”, “Ponte”, entre outros.
A determinação também traz tamanhos de letras, números e as formas de separar números principais de linhas dos códigos de tipo de serviço (por exemplo, 4310-10 , sempre com hífen entre o número da linha: 4310 e o tipo de serviço: 10).
No caso de linhas que servem estações de Metrô, as regras permitem o uso do símbolo da Companhia Metropolitano em vez de o nome Metrô por extenso.
Outra crítica atual é que a informação auxiliar sobre o número da linha no para-brisa é parcialmente encoberta pelo limpador do vidro.
O Diário do Transporte procurou a SPTrans que, por meio de nota, disse que as exigências seguem as normas nacionais para os letreiros, que devem ser visualizados dentro de uma distância mínima de 50 metros.
Sobre o uso do símbolo do Metrô em vez da palavra, a SPTrans diz que isso já pode ser feito e que não recebe reclamações neste aspecto.
Ainda de acordo com a gerenciadora, o tamanho das letras e números está de acordo com o tamanho dos letreiros e, sobre o limpador de para-brisa que atrapalha, a SPTrans diz que estuda com as fabricantes formas de resolver o problema.
Veja na íntegra:
A SPTrans informa que os letreiros eletrônicos instalados nos ônibus municipais de São Paulo estão em conformidade com as normas da ABNT 15570 e 14022, bem como as novas diretrizes enviadas às empresas, inclusive no que diz respeito às fontes utilizadas.
O letreiro deve ser legível a uma distância mínima de 50 metros em linha reta, como determinado pela ABNT. Nele, deve constar número, código e denominação da linha para que o passageiro saiba o destino do veículo.
Linhas com destino ao Metrô podem ter esta palavra substituída pelo pictograma que o representa. Esta é uma possibilidade que já existe e que as concessionárias adotam ou não, sempre devendo privilegiar a leitura pelos passageiros. Não há registro de reclamações sobre o uso do pictograma nas linhas em que ele já existe.
O tamanho do letreiro está diretamente relacionado às limitações construtivas das carrocerias dos ônibus, os quais estão em conformidade com as normas da ABNT também neste sentido.
Sobre a placa frontal, ela serve como complemento das informações aos usuários e, por isso, tem formato reduzido, apenas com os quatro dígitos da linha, um logradouro principal e um ponto de referência. Seu tamanho é limitado para que não interfira no campo de visão do condutor e ela deve ser instalada sempre no local de maior segurança. A SPTrans está realizando estudos em conjunto com os fabricantes na busca de uma solução das eventuais interferências da haste do limpador de para-brisas sobre as placas frontais.





Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Vinícius de Oliveira


O que mais incomoda são letreiros pequenos ou ilegíveis, o corretos e serem todos mobitec.
E as NUMERAÇÕES DAS LINHAS… A ETERNA BAGUNÇA DE SEMPRE! A MAIORIA… PADRÃO “ADM. PREFE. OLAVO SETUBAL” ! LINHAS DA AREA 7 COMEÇANDO C/ NUM. 5… POR EXEMPLO! 😒😒