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TACOM: 40 anos de inovação e de olho na Inteligência Artificial

Marco Antônio Tonussi, diretor de Marketing e Mercado da TACOM Projetos de Bilhetagem Inteligente

Empresa propõe usar biometria facial como meio de pagamento, um salto gigantesco que simplificaria a vida do passageiro e do sistema de transporte

A TACOM, que neste ano completa 40 anos de história, sempre foi muito boa em calibrar seu processo tecnológico no dia a dia do sistema de transporte no Brasil.

Marco Antonio Tonussi ressalta que sempre foi essa a tônica da empresa, saber a hora certa de usar determinadas tecnologias. “Isso nos levou a esses 40 anos, de estar sempre inovando e tal. E o que a gente está fazendo agora? Qual é o nosso foco hoje do ponto de vista tecnológico?

Nos últimos vinte anos a TACOM desenvolveu as plataformas de meios de pagamento integradas com os demais módulos de ITS. Isso, em resumo, foi basicamente desenvolver ferramentas de georreferenciamento, informação ao usuário, além da utilização de câmeras, tudo integrado dentro de um sistema de telemetria. Um conjunto de sistemas que se autoalimentavam, sem que se tivesse a necessidade de se fazer uma outra entrada de dados, ou seja, criando-se um ecossistema.

Neste primeiro foco, trabalhou-se para permitir que os diversos players do negócio tivessem ferramentas para auxiliar o funcionamento do sistema.

Essas ferramentas estão postas, os sistemas são extremamente eficientes do ponto de vista de ferramental de funcionamento, só que se tem uma massa de dados gerado ainda mal trabalhada”, ele pontua.

O momento agora é outro, ressalta Tonussi, que destaca as duas frentes em que a empresa está atuando: Inteligência Artificial e o uso inteligente da biometria.

A tônica da TACOM, diante dessa realidade, é aplicar inteligência artificial nesses módulos, de forma que possamos produzir novas respostas do sistema de transporte, algumas sob forma de informação, outras sob forma de atuação direta”, ele diz.

A gente quer sair da autópsia para passar aos sistemas autocriativos”, ressalta o diretor da TACOM.

Tonussi dá como exemplo um módulo do sistema de georreferenciamento, extremamente complexo. O volume de dados é gigantesco, o que torna impossível alguém operar manualmente. É o que Tonussi chama de “agonia em tempo real”.

Dentro desse arcabouço de Inteligência Artificial, Tonussi garante que é possível poder atuar sempre que possível, dispensando-se a “autópsia” ou a “agonia em tempo real”.

Ou seja, o sistema “responde” e, sempre que possível, se antecipa.

Ele dá um exemplo: na área de câmeras o sistema pode antecipar muita coisa que ele “já sabe” que poderá acontecer. Na questão da segurança se poderá identificar uma pessoa que está dentro de um ônibus e que está sendo procurada pela justiça. Com o uso da IA o sistema pode se antecipar, gerar uma comunicação direta para o sistema de segurança e passar os dados para uma ação rápida e preventiva.

A Inteligência Artificial, portanto, é o foco daqui para frente, avisa Tonussi.

“Não se trata, portanto, de ampliar novos modos de ITS, mas de dar eficiência aos já existentes através do uso da IA. E isso vai além da bilhetagem eletrônica”.

Outro foco é uma tecnologia já conhecida, a da identificação biométrica.

A TACOM já usa esse tipo de ferramenta nos ônibus desde 2008, e hoje a prática é uma tônica no Brasil todo.

Após tantos anos, Tonussi afirma que os sistemas de bilhetagem estão maduros o suficiente para poder usar a biometria como meio de pagamento. “A gente desenvolveu a tecnologia toda, levou o sistema todo pra nuvem de modo que eu não precise mais de mídia pra poder fazer pagamento”, ele conclui.

Com essa inovação que a TACOM desenvolve Tonussi acredita que vai haver uma ruptura muito forte na área de pagamento, tornando obsoletas a mídia plástica e as outras mídias, como telefone celular.

Nós vamos tirar isso de dentro do ônibus e a mídia de aprovação vai ser a biometria, então toda a parte de relação com o mundo financeiro vai estar na nuvem, na ABT (carteira digital) do passageiro. Eu não preciso de nada mais do que o identificador biométrico e as relações de segurança necessárias para aprovar a transação, para dizer o quanto aquela pessoa tem que pagar de acordo com as regras de tarifação, e aí buscar o dinheiro na carteira digital”, detalha o diretor da TACOM.

O pagamento biométrico em tempo real vai exigir a comunicação ônibus-nuvem. No Brasil estamos num processo de transição dos sistemas de comunicação, em que o 5G não é pleno praticamente em cidade nenhuma.

Tonussi acredita que daqui a um ano ou um ano e meio, pelo menos as principais cidades estarão com o 5G em condição.

E o grande lance do 5G é a conectividade, não é tanto a velocidade, é a garantia de conectividade que é o que se precisa para rodar ambientes em tempo real. A tecnologia do ponto de vista de algoritmos e de confiabilidade e aprovação está mais do que suficiente para isso”, ele garante.

Para o caso de eventuais erros de leitura, Tonussi já tem a resposta: “você pode pegar os algoritmos e, vamos dizer assim, relaxar o critério de identificação do passageiro, para que de ganhe velocidade e desempenho. Se você quer uma confiabilidade extremamente alta, você aumenta o requisito do algoritmo”.

E num ambiente de Tarifa Zero, ou ainda nas novas regras previstas pelo Marco Legal do Transporte Coletivo, matéria que já está em discussão no Congresso, como fica tudo isso?

Tonussi esclarece que esta forma moderna de pagamento que a TACOM está desenvolvendo não busca só a aferição. Ele explica que a bilhetagem continua funcionando quase que como é hoje, mas explica uma diferença importante nas relações de pagamento: “uma coisa é a tarifa zero para o usuário, a outra coisa é o pagamento ao empresário”.

No pagamento ao empresário de ônibus, que presta o serviço, a tecnologia permite desde aferir simplesmente o quilômetro rodado como, ainda, aferir a quantidade de passageiro transportados, se este passageiro é integrado, não integrado, em qual ônibus andou e em qual voltou… Ou seja, todos os parâmetros da bilhetagem continuam, para que gerem informação necessária para se equacionar financeiramente o sistema.

Mas com o Marco Legal alguém precisará dizer como esta conta é fechada. E desta forma, além de inovar, as ferramentas hoje existentes da bilhetagem eletrônica terão uma atuação preponderante, como instrumento de controle para o órgão gestor, e de transparência para todos.

(Entrevista concedida ao jornalista Alexandre Pelegi durante a Feira da NTU, em Brasília, agosto de 2023, organizado pela OTM Editora)

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