Urbs apresenta plano de eletromobilidade para o transporte de Curitiba (PR) em reunião do Conselho da Cidade
Publicado em: 7 de setembro de 2023
Primeiros elétricos devem começar a rodar em junho de 2024; plano prevê testes técnicos, edital de compra dos veículos e ainda a infraestrutura de apoio e recarga dos ônibus na cidade
ALEXANDRE PELEGI
A prefeitura de Curitiba (PR) apresentou nessa terça-feira, 05 de setembro de 2023, um projeto de descarbonização da frota do transporte público.
Elaborado pela Urbs – Urbanização de Curitiba, o plano prevê testes técnicos, edital de compra dos veículos e ainda a infraestrutura de apoio e recarga dos ônibus na cidade.
O plano de eletromobilidade foi apresentado na 70ª Reunião do Conselho da Cidade de Curitiba (Concitiba), que ocorreu no auditório da Urbanização de Curitiba (Urbs), no bairro Jardim Botânico.
O Concitiba é formado por representantes da municipalidade, entidades de classe, associações de moradores, poder legislativo, universidades e sociedade civil organizada e delibera sobre prioridades do planejamento urbano, sob a ótica do cidadão curitibano.
Representantes da Urbs apresentaram o estudo, que traça um panorama do programa de eletrificação da frota do município.
Pelo plano, a previsão é que 30% dos ônibus de Curitiba sejam de emissão zero até 2030, percentual que deve chegar a 100% até 2050.
No encontro, o gestor da área de inovação da Urbs, Thiago Marquardt, destacou que Curitiba é a primeira cidade do País a fazer um teste estruturado e técnico de ônibus elétricos.
“Estamos aprendendo com os testes e com as empresas e fornecedores. São muitos desafios, mas estamos trabalhando para oferecer uma solução de eletromobilidade sólida, confiável e benéfica para a população”, disse Marquardt.
Ainda de acordo com o plano, os primeiros ônibus elétricos devem começar a rodar em Curitiba a partir de junho de 2024.
Serão investidos R$ 200 milhões na compra de 70 ônibus que devem ser integrados à frota do município para circular nas linhas Interbairros II e nos Ligeirinhos.
A Prefeitura também vem testando veículos elétricos. Até outubro, seis empresas devem executar testes com nove ônibus elétricos em Curitiba.
Segundo o gestor da área de especificação e inspeção da frota, Celso Ferreira Lucio, a intenção é fazer o maior número de testes possíveis com as mais diversas marcas antes de introduzir os veículos em linha definitivamente.
Como mostrou o Diário do Transporte, a Volvo, a Marcopolo e a Prefeitura de Curitiba apresentaram em 29 de agosto o ônibus que irá circular pelas linhas Inter 2 e interbairros II, que transportam 135 mil pessoas por dia.
ÔNIBUS ELÉTRICOS EM CURITIBA:
O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, anunciou em 26 de abril de 2023, a compra pelo município de 70 ônibus elétricos.
A estimativa é de que os veículos custem R$ 200 milhões ao município e a aquisição será uma espécie de contrapartida da cidade ao auxílio internacional do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para a eletrificação e revitalização do eixo Interbairros II, que deve atender a 38 bairros da capital paranaense e ter 28 km de extensão. As obras estão em andamento.
O primeiro comunicado foi feito no Fórum de Prefeitos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) 2023, em Denver, Colorado (EUA), como mostrou o Diário do Transporte.
Relembre:
No dia 11 de maio de 2023, Greca deu mais detalhes sobre a aquisição e testes com ônibus elétricos.
Os primeiros veículos, segundo o prefeito, devem operar a partir de junho de 2024.
Do total de ônibus a serem adquiridos, 28 serão articulados e 42 modelos Padron. A primeira linha a receber os modelos será a Interbairros II. O projeto contempla ainda a utilização de veículos zero emissões no novo Inter 2 e no BRT Leste/Oeste.
Até 2030, 33% da frota de ônibus de Curitiba deverá operar com emissão zero; alcançando 100% até 2050, como parte do Plano de Ação Climática (PlanClima).
O presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto destacou que o custo da compra dos ônibus elétricos anunciada não terá impacto imediato na tarifa.
A cidade estuda qual o melhor modelo operacional para a eletrificação da frota, entretanto, o mais provável é que haja uma participação conjunta de recursos públicos e de recursos privados para aquisição e operação dos ônibus. Já o fornecimento da energia e da infraestrutura de recarga deve ser um negócio separado.
Diversos modelos já foram testados na cidade de marcas como BYD, Eletra, Higer, entre outras.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



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