Turp Transporte planta mais de 10 mil mudas nativas na região de Petrópolis (RJ)
Publicado em: 15 de julho de 2023
Empresa recebeu homologação do setor nas ações de recuperação da mata atlântica
WILLIAN MOREIRA
A Turp Transporte, empresa operadora de linhas de ônibus do transporte público em Petrópolis (RJ) recebeu do Projeto de Recuperação de Área Degradada (Prad), a homologação por realizar ações de preservação da Mata Atlântica.
A empresa contribuiu com mais de 10 mil mudas nativas do Bioma da Mata Atlântica, para o reflorestamento em uma área de quase 62 mil metros quadrados. A conclusão dos trabalhos realizados em cinco etapas separadas acontece às vésperas do Dia de Proteção às Florestas.
Aprovado pelo ICMBio/APA Petrópolis, este projeto voltado ao meio ambiente contou com particularidades, para que fosse realizado. “Questões topográficas e de drenagem, exigiram atenção especial, como a aquisição e disposição de mudas, adaptação fora de viveiro, desmame, tamanho das covas, tipo de adubação para plantio e cobertura, além de manutenções com coroamento e roçadas”, explicou José Roberto Scremin, engenheiro agrônomo em nota para a imprensa.
O plantio das mudas começou no ano de 2014, quando as primeiras 1.775 mudas chegaram. Na segunda fase, realizada no ano seguinte, pouco mais de 2,7 mil.
Já em 2016 e 2017, o terreno foi preparado para receber a terceira e quarta fase do projeto, totalizando a plantação de 2.583 mudas.
Agora em 2023 a homologação concretiza a etapa após a última fase de plantio, que aconteceu em 2018 com quase 3,2 mil mudas plantadas chegando ao total de 10.221 mudas, em uma área de 61.270 mil metros quadrados, equivalente a pouco mais de seis hectares.
Essas mudas selecionadas foram adquiridas em viveiro licenciado e cadastrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) seguindo todos os procedimentos legais. Já a distribuição das espécies foi realizada em formato triangular, considerando as árvores já existentes na área de plantio, como explicou Jean Moraes, diretor da Turp Transporte, o reflorestamento contou com trabalho árduo, rodeado de precauções.
“O desenvolvimento das mudas foi satisfatório, apesar da intensidade do ataque das formigas cortadeiras em todo o período de manutenção do projeto. No início, o terreno era ocupado apenas por capim e uma pequena área de vegetação nativa. Aos poucos, percebemos todo o desenvolvimento, que contou com o trabalho de profissionais especializados. Ao longo dos anos, sempre monitoramos a área, principalmente, para evitar queimadas ou qualquer outro tipo de intercorrência”, contou.
Em 12 de maio deste ano, a garagem da empresa onde o plantio aconteceu recebeu a vistoria pelos órgãos competentes, e com base no relatório fotográfico da área.
“O reflorestamento foi perfeitamente executado pela empresa, em um local em que a vegetação dificilmente conseguiria se regenerar de forma espontânea, devido ao ambiente desfavorável. Hoje, temos uma floresta consolidada, com a presença de fauna silvestre, que passou a ser atraída pela presença da vegetação da Mata Atlântica”, disse Victor Paulo Azevedo, analista ambiental e chefe do NGI ICMBio Serra Fluminense.
Além de recompor a vegetação que por algum motivo veio a ser retirada, o processo de reflorestamento contribui para a melhoria do clima com o incremento de mais árvores e outras plantas no ambiente, além de tornar o solo mais rico de nutrientes, evitando deslizamentos de terra em uma área de serra como onde a cidade se localiza, por motivos como a erosão.
Willian Moreira para o Diário do Transporte


