Novos ônibus O 500 da Mercedes-Benz para países andinos podem economizar até 10% de combustível em percursos altitudes maiores, diz fabricante
Publicado em: 13 de julho de 2023
Modelo será exportado nas versões 6×2 e 4×2, com 478 e 448 cavalos
VINICIUS DE OLIVEIRA
A Mercedes-Benz trouxe nesta quinta-feira, 13 de julho de 2023, em entrevista coletiva, mais detalhes dos novos ônibus da linha O 500 para o mercado andino, que diz ser mais potentes que as versões anteriores.
O Diário do Transporte participou da conversa.
Uma das características ressaltadas pelos executivos da montadora foi que, dependendo da operação e da forma de dirigir do condutor, a nova configuração dos motores pode ter uma economia de até 10% no consumo de combustível.
A fabricante diz que segue expandindo para o mercado andino com a produção e exportação do novo ônibus O 500, que está disponível nas versões 6×2 de 478 cavalos e 4×2 de 448 cavalos.
O modelo será utilizado principalmente nos setores de mineração e turismo, presente em altas altitudes em países como Peru e Chile, chegando a ultrapassar os 4.000 metros. Além dos países citados, foram realizados testes também no Brasil e México.
O conjunto composto pelo motor (OM 460 LA) de seis cilindros em linha, que antes alimentava o caminhão Actros, a transmissão automatizada de 12 velocidades da ZF Traxon e o eixo traseiro promoverão uma economia de combustível de até 10%, a depender de fatores como distância de viagem, terrenos percorridos, entre outros.
Dentre as novidades do modelo O 500, está o sistema de frenagem de emergência (ABA 5), que intervém em caso de colisão iminente com veículos em movimento ou parados na via, além de reconhecer ciclistas e pedestres.
O veículo pode armazenar bancos de dados topográficos e melhor informar o motorista sobre a situação das vias no decorrer da viagem.
Para atender as normas locais de emissão de poluentes, os coletivos contam com tecnologia equivalente às do Euro 5.
No Brasil, está em vigor desde janeiro, o padrão Euro 6, que reduz ainda mais as emissões.
Portanto, os modelos são para exportações.
A estimativa é de que em grande parte dos países andinos, a norma Euro 6 entre em vigor a partir de janeiro de 2024.
Vinicius de Oliveira, para o Diário do Transporte


