Metrô de SP abre chamamento público para projetos de autoprodução de energia
Publicado em: 12 de julho de 2023
Edital foi publicado nesta quarta-feira (12); objetivo é reduzir custos com energia elétrica
ALEXANDRE PELEGI
A Companhia do Metrô de São Paulo quer reduzir os gastos com energia elétrica na operação do sistema de trens.
Nesta quarta-feira, 12 de julho de 2023, a companhia lançou edital de chamamento público para a autoprodução de energia.
Em nota, a companhia explica que o projeto prevê a parceria com o setor privado, para gerar cerca de 20% a 40% da energia utilizada na operação de suas linhas, por meio de fontes incentivadas e renováveis, ampliando o compromisso da companhia com a sustentabilidade e a busca pela redução de custos.
As propostas das empresas interessadas em participar do procedimento deverão ser enviadas para o e-mail: autogeracao@metrosp.com.br.
A Chamada Pública na íntegra estará disponível gratuitamente no site da Companhia do Metrô, www.metro.sp.gov.br, ainda nesta quarta (12).
“As empresas interessadas deverão apresentar propostas de arranjos jurídicos e regulatórios, por meio de contrato de parceria, e que possibilitem, ao mesmo tempo, o enquadramento do Metrô como autoprodutor de energia elétrica e a garantia de estabilidade de preço no longo prazo, assim como a redução de custos com encargos setoriais”, diz a nota da empresa.
“Os gastos com energia elétrica são expressivos para o Metrô, considerando que a empresa é responsável pela operação e manutenção das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, contemplando 63 estações e 71,5 km de extensão. A operação dessa estrutura demanda cerca de 50 MW médios de energia, que atualmente é adquirida no mercado livre de energia“.
Esta não é a primeira vez que a companhia sai à busca de projetos desta natureza.
Em agosto de 2020, como mostrou o Diário do Transporte, o Metrô autorizou que 14 empresas e consórcios desenvolvessem estudos inéditos para a implantação de um sistema de geração de energia limpa e renovável para alimentação das linhas e estações da Companhia. (Relembre)
No entanto, de acordo com o Metrô, são projetos distintos. “Aquele de 2020 era um pedido de manifestação de interesse, onde o setor público (Metrô) pede ao mercado que apresente soluções a uma determinada necessidade. Não necessariamente o setor público precisa gostar das propostas e aplicá-las“, esclarece a empresa.
No atual caso, há um escopo mais desenvolvido, em que as empresas são chamadas para apresentarem suas propostas. Não tem relação com energia solar, como primeira vez, em que o projeto deveria contemplar a produção de ao menos 120 Megawatts (MW) por mês, dos quais 60 MW seriam fornecidos ao Metrô para utilização na tração dos trens e alimentação elétrica das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

