Greve dos trabalhadores do transporte público da Região Metropolitana de Porto Alegre (RS) continua nesta segunda; Justiça libera pagamento de R$ 42 milhões às empresas
Publicado em: 3 de julho de 2023
Pagamento de auxílio emergencial foi aprovado em dezembro de 2022 para compensar aumento do diesel, mas foi contestado em ação popular
ALEXANDRE PELEGI
Os trabalhadores do transporte rodoviário metropolitano de Porto Alegre continuam em greve nesta segunda-feira, 03 de julho de 2023.
A mobilização de protesto foi iniciada na última quinta-feira (29).
Funcionários ligados aos SindiMetropolitano (Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários Intermunicipais de Turismo e Fretamento da Região Metropolitana) suspenderam parcialmente as operações nas cidades de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Glorinha, Gravataí, Nova Santa Rita e Viamão.
De acordo com determinação da justiça, durante o horário de pico, metade da frota deverá rodar e fora deste período, 30% da frota deve estar em operação.
Trabalhadores das empresas de transporte Soul, Transcal, Sogil, Consórcio de Transportes Nova Santa Rita e Empresa de Transporte Coletivo Viamão aderiram à greve, que pode durar até a próxima quinta-feira (6), quando está marcada nova audiência para tentar um novo acordo.
Enquanto isso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul liberou para as empresas do transporte metropolitano o pagamento integral de R$ 42 milhões, auxílio emergencial aprovado em dezembro passado como compensação pelo aumento do diesel.
O pagamento foi suspenso na época após ação popular.
O governo do estado do RS fará agora um cronograma de pagamento.
Rodoviários e empresas de ônibus acordaram em manter em circulação metade da frota horários de pico, das 5h30min às 8h30min e das 16h30min às 19h, com 30% nos demais horários da tabela.
Os trabalhadores rejeitaram proposta de reajuste de 4,5%, em duas parcelas de 2,25%.
A categoria reivindica, como contraproposta, 6% quando a tarifa for reajustada. Desses 6%, 3% são retroativos a 1° de junho, e os outros 3% dentro de 90 dias.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


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