Ministério das Cidades, que cuida de financiamento de redes de metrô, ônibus, habitação e saneamento, perde R$ 691 milhões em contingenciamento de R$ 1,68 bilhão
Publicado em: 31 de maio de 2023
Já Ministério dos Transportes deixa de contar com R$ 602,1 milhões no bimestre
ADAMO BAZANI
O Governo Federal publicou em Diário Oficial decreto que cria um contingenciamento de R$ 1,689 bilhão no bimestre para o cumprimento de teto de gastos.
O valor, que seria usado por ministérios, pode ser empregado pelo Governo Federal para despesas e inclui também as emendas parlamentares. É o primeiro bloqueio da gestão Luís Inácio Lula da Silva frente à presidência, já que o relatório de março não apontava necessidade de bloqueios de verbas.
A publicação ocorreu neste dia 30 de maio de 2023.
O Ministério das Cidades foi o mais atingido, com congelamento de R$ 691,3 milhões,
Entre outras atribuições da pasta está cuidar de financiamento de redes de metrô, ônibus, habitação e saneamento. Viabilizar políticas públicas nestas áreas e auxiliar estados e municípios em projetos também fazem parte das atividades.
Em seguida vem o Ministério dos Transportes, responsável pelos projetos e apoio de financiamento a obras de ferrovias e rodovias. Integra o Ministério dos Transportes a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) que comanda as concessões de trens e rodovias e as deliberações de novas linhas de ônibus interestaduais, por exemplo.
Os maiores bloqueios foram no dinheiro destas pastas:
– Ministério das Cidades: R$ 691,3 milhões
– Ministério de Transportes: R$ 602,1 milhões
– Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome: R$ 118,2 milhões
– Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional: R$ 96,1 milhões
– Ministério da Fazenda: R$ 93,2 milhões;
– Ministério do Planejamento e Orçamento: R$ 88,4 milhões
Segundo o Governo Federal, os cortes são temporários e, dependendo do teto de gastos e do comportamento da economia, o dinheiro poderá ser ressarcido.
O déficit primário total de 2023 foi alterado para R$ 136,2 bilhões.
Já a meta de resultado primário do Governo Central para 2023 é de um déficit de até R$ 231,5 bilhões.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

