Polícia indicia três envolvidos em brigas de torcidas por crimes no transporte ferroviário
Publicado em: 21 de maio de 2023
Trio foi apontado como causador de tumulto em estação de trem e metrô da ViaQuatro/ViaMobilidade na noite do último sábado (20)
WILLIAN MOREIRA/VINICIUS OLIVEIRA
A Polícia Civil do Estado de São Paulo indiciou e pediu a prisão preventiva de três torcedores do São Paulo Futebol Clube, envolvidos em uma briga com torcedores do Vasco na estação Pinheiros das linhas 4-Amarela e 9-Esmeralda da ViaQuatro/ViaMobilidade respectivamente.
Segundo o Boletim de Ocorrência, os detidos se envolveram em duas confusões distintas, sendo enquadrados em três crimes, sendo dois consumados e um tentado, os de Perigo de Desastre Ferroviário (art. 260) e Promover Tumulto (art. 41-B do Estatuto do Torcedor). Além disso, a tentativa de efetuar lesão corporal (art. 129) contra os seguranças da concessionária.
De acordo com as testemunhas na delegacia, foi relatado para a autoridade policial que os problemas começaram após o término da partida, quando a torcida era escoltada de volta para a casa e “reportam que, neste ato de embarque na estação São Paulo-Morumbi, houve uma intercorrência de quebra da ordem em que alguns torcedores começaram a entoar cânticos de incitação à violência, incitando à violência contra os funcionários do metrô e demais objetos inventariados como patrimônio da concessionária (sendo equiparados a patrimônio público). Reporta que neste momento, os torcedores são-paulinos iniciaram investidas de luta corporal contra agentes; além de destruição de lixeiras, gradis e divisores de fluxo (patrimônio equiparado à patrimônio público, pois afetados à execução de transporte público de passageiros)”, com os três torcedores incitando atos de violência e vandalismo.
Segundo a Polícia no boletim, os três apontados como autores destes crimes “promoveram e incitaram tumulto e violência no trajeto de volta do evento esportivo, sobretudo nas proximidades da estação São Paulo-Morumbi do metrô, conforme depoimento dos agentes de segurança metroviária; tentaram lesionar a integridade física dos agentes de segurança ferroviária, não conseguindo êxito, por circunstâncias alheias à sua vontade; e, por fim, teriam impedido ou perturbado serviço de estrada de ferro (ou equiparado à estrada de ferro) praticando atos que poderiam resultar de desastre.”
Com a presença de um advogado, os apontados como autores dos atos criminosos, relataram em depoimento que não participaram de ações de vandalismo ou violência, estando no local porque faziam o caminho de volta para a casa, sem ligação com o tumulto.
“Não participaram de tumulto da estação Morumbi e não incitaram violência ou atentaram contra os guardas da estação; contudo, estavam no tumulto, pois pretendiam voltar para a casa. Ato contínuo, seguiram para a estação Pinheiros e ao chegarem já estava acontecendo um tumulto e correria de usuários, alegando que alguns torcedores do Vasco estavam tentando invadir a estação de trem, inclusive jogando e pedras. Esclarecem que foram até a plataforma, mas não invadiram e trafegaram nos trilhos do trem; bem como, também, não estariam na posse de bombas e rojões. Assim, também, não teriam atentando contra a integridade física dos seguranças e agentes. Inquirido por esta autoridade Policial se os mesmos são integrantes de torcida organizada, se recusaram a responder, manifestando interesse de somente se pronunciarem em juízo”, diz parte do documento policial.
Diante dos relatos e oitivas de testemunhas e indiciados, a Polícia Civil pediu que em audiência de custódia seja mantida a prisão preventiva dos envolvidos.
Como mostrou o Diário do Transporte, a confusão na estação envolvendo são-paulinos, vascaínos, seguranças da concessionária e Polícia Militar, causou transtornos aos passageiros com atrasos no atendimento dos trens e colocou todos em risco.
Relembre:
Willian Moreira e Vinicius Oliveira para o Diário do Transporte



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