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BRT-Rio terá mais 270 ônibus novos a partir de novembro; licitação será relançada em maio e em julho nova bilhetagem estará totalmente implantada

Promessas foram feitas a vereadores por secretária dos transportes da cidade do Rio de Janeiro nesta terça-feira (02); Cemitério de BRT e datas de obras também foram assuntos na comissão da Câmara

ADAMO BAZANI/VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A partir de novembro de 2023, entram em operação mais 270 ônibus zero quilômetro para o BRT (Bus Rapid Transit) da cidade do Rio de Janeiro.

A promessa é da secretária de Transportes da capital fluminense, Maína Celidônio, que participou nesta terça-feira, 02 de maio de 2023 de uma audiência da Comissão de Transportes da Câmara Municipal.

Os veículos fazem parte do segundo lote de um total de 561 ônibus comprados pela prefeitura que opera o sistema desde 17 de fevereiro de 2022.

Como mostrou o Diário do Transporte, segundo estimativa da Mobi-Rio, empresa operadora pública municipal, a renovação da frota contribuiu para O aumento de 25% da demanda de passageiros no sistema.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/05/01/onibus-0-km-no-brt-do-rio-de-janeiro-aumentaram-demanda-em-25-e-nova-linha-deve-beneficiar-seis-mil-pessoas-por-dia-a-partir-de-02-de-maio-diz-prefeitura/

LICITAÇÃO:

Esta frota será repassada à operação da iniciativa privada.

Nesta terça-feira (02), Celidônio garantiu aos vereadores que ainda neste mês maio de 2023 a concorrência será relançada.

A licitação do sistema que estava marcada para o dia 04 de maio de 2023 foi suspensa, como mostrou o Diário do Transporte em primeira mão no dia 28 de abril.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/04/28/prefeitura-do-rio-de-janeiro-suspende-licitacao-para-concessao-dos-corredores-de-brt/

Pelo modelo, a operação será concedida por dez anos. A concessão será dividida em três lotes e cada operadora será responsável por um corredor. No entanto, os veículos e as cinco garagens continuarão pertencendo à Prefeitura (veja mais detalhes ao fim da reportagem).

Após a concessão, o intuito da prefeitura é que a Mobi-Rio fique responsável pela fiscalização do sistema. A receita será gerada semanalmente, mas não pelo número de passageiros, e sim por quilômetro rodado. Caso o serviço não seja satisfatório em relação à pontualidade e condições dos veículos, a empresa terá a remuneração descontada.

CEMITÉRIO DE BRT:

A secretária também falou sobre o “cemitério de BRT” com 80 ônibus abandonados em terreno próximo a uma escola em Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

O Diário do Transporte mostrou em 30 de março de 2023, que o local foi denunciado por moradores e pais e funcionários do Espaço de Desenvolvimento Infantil Poliana Okimoto, que fica bem em frente ao terreno.

A quantidade de mosquitos e água parada no local chamou a atenção.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/03/30/video-onibus-quebrados-do-brt-do-rio-de-janeiro-estao-abandonados-em-terreno-proximo-a-escola-em-santa-cruz/

BILHETAGEM E OBRAS:

Já em julho de 2023, será implementada a nova bilhetagem eletrônica, e a partir de dezembro as obras das estações Transbrasil e Transoeste serão concluídas.

Sob supervisão da Mobi Rio, a receita será gerada semanalmente, mas não pelo número de passageiros, e sim por quilômetro rodado.

A secretária Celidônio destacou a futura fiscalização dos sistemas de ar condicionado nos coletivos. “Cada vez mais a tecnologia está nos ajudando, pois não temos como disponibilizar fiscais para os 3 mil ônibus que circulam pela cidade. Com este sistema, saberemos se o ar condicionado está ou não ligado. Caso não esteja, será descontado no valor do subsídio”.

A secretária ressaltou que 72 linhas voltaram a circular este ano e 657 pontos por onde não passavam mais ônibus estão operando novamente, impactando 18 bairros. 

NOVOS ÔNIBUS:

Os ônibus foram comprados pela prefeitura por licitação e fazem parte da aquisição de 561 novos veículos.

A SMTR (Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro) tem neste ano de 2023, o terceiro maior orçamento do poder público, com R$ 2,9 bilhões, ficando atrás somente de Educação (R$ 8,8 bilhões) e Saúde (R$ 7 bilhões).

A maioria dos recursos para os Transportes em 2023 no Rio de Janeiro vai ser empregada para a compra pela prefeitura de novos ônibus para o sistema de BRT (Bus Rapid Transit), que deve receber cerca de R$ 1,4 bilhão.

Por meio de licitação, foram adquiridos 561 ônibus articulados comprados pela Mobi-Rio, empresa da prefeitura que opera o sistema de corredores.

O EDITAL SUSPENSO:

Pelo modelo, a operação será concedida por 10 anos. A concessão será dividida em três lotes e cada operadora será responsável por um corredor. No entanto, os veículos e as cinco garagens continuarão pertencendo à Prefeitura (veja mais detalhes ao fim da reportagem).

Após a concessão, o intuito da prefeitura é que a Mobi Rio fique responsável pela fiscalização do sistema. A receita será gerada semanalmente, mas não pelo número de passageiros, e sim por quilômetro rodado. Caso o serviço não seja satisfatório em relação à pontualidade e condições dos veículos, a empresa será descontada.

A licitação pretende dividir as operações do BRT do Rio de Janeiro em três lotes

O objetivo é transferir a manutenção, operação e gestão da frota, garagens, terminais e estações para uma administradora privada, com projeção de obter uma outorga mínima, ou seja, o valor pago pelo concorrente para assumir o serviço de R$ 407 milhões (R$ 407.338.599,00), considerando os três lotes. Somados, os contratos chegam a R$ 6,59 bilhões.

Casda lote tem os seguintes valores
Lote 1
Valor de Contrato:
R$ 2.175.926.522,00 – R$ 2,17 bilhões
Outorga Mínima: 138.781.782,00 – R$ 138,7 milhões

Lote 2
Valor de Contrato:
2.137.450.125,00 – R$ 2,13 bilhões
Outorga Mínima: 125.434.266,00 – R$ 125,4 mihões

Lote 3
Valor de Contrato:
2.290.985.948,00 – R$ 2,29 bilhões
Outorga Mínima: 143.122.551,00 – R$ 143,1 milhões

O Poder Público em um processo intensificado em 2022, realizou uma recuperação gradativa ainda que não total, do sistema do BRT, efetuando a manutenção e revitalização de estações vandalizadas e substituindo a antiga frota com veículos que circulavam de portas abertas, com peças quebradas e com vários outros problemas, por uma frota articulada e convencional inteiramente nova para atender os passageiros.

A abertura dos envelopes com as propostas está marcada para 4 de maio de 2023, às 11h, no auditório da CET-RIO na rua Ulysses Guimarães, 16, localizado na Cidade Nova.

A concessão será para a operação.

A frota nova foi comprada pela prefeitura do Rio de Janeiro e os ônibus estão chegando.

Foram adquiridos 561 novos ônibus.

A concessionária vai operar estes ônibus que são do poder público.

As garagens do sistema também são da prefeitura, que realizou o processo de desapropriações dos imóveis.

A SMTR (Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro) tem neste ano de 2023, o terceiro maior orçamento do poder público, com R$ 2,9 bilhões, ficando atrás somente de Educação (R$ 8,8 bilhões) e Saúde (R$ 7 bilhões).

A maioria dos recursos para os Transportes em 2023 no Rio de Janeiro vai ser empregada para a compra pela prefeitura de novos ônibus para o sistema de BRT (Bus Rapid Transit), que deve receber cerca de R$ 1,4 bilhão.

A bilhetagem já foi concedida e será implantada inicialmente no BRT para em seguida ser instalada nos ônibus comuns.

Assim, a gestão do prefeito Eduardo Paes separa em licitações diferentes: compra de ônibus, bilhetagem, gestão do sistema e operação das linhas.

LINHA DO TEMPO:

23 de março de 2021: A prefeitura do Rio de Janeiro inicia o primeiro período de intervenção no BRT, ainda sob responsabilidade das empresas de ônibus. Segundo a prefeitura, diversos problemas justificaram a medida, como frota sucateada e inoperante, quantidade de ônibus em circulação inferior ao contrato e más condições dos coletivos e das estações e terminais.

17 de fevereiro de 2022: A gestão do prefeito Eduardo Paes, com a secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio, anuncia que a prefeitura assume as operações, frota e estruturas do BRT do Rio de Janeiro, alegando que as empresas não teriam condições de melhorar o sistema, após as renovações dos períodos da intervenção. A CMTC-RIO (Companhia Municipal de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro), com o nome fantasia MOBI-Rio, presidida por Cláudia Secin, que foi criada na época da intervenção, passou a operar o BRT do Rio de Janeiro.

31 de março de 2023: A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou licitação para a concessão à iniciativa privada do sistema de BRT (Bus Rapid Transit) da cidade, dividindo o sistema em três lotes com valores diferentes de outorga. O objetivo é transferir a manutenção, operação e gestão da frota, garagens, terminais e estações para uma administradora privada, com projeção de obter uma outorga mínima, ou seja, o valor pago pelo concorrente para assumir o serviço de R$ 407 milhões (R$ 407.338.599,00), considerando os três lotes. Somados, os contratos chegam a R$ 6,59 bilhões.

28 de abril de 2023: A prefeitura do Rio de Janeiro publica em Diário Oficial a suspensão da concorrência por tempo indeterminado

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Vinicius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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