Empresas de ônibus e trabalhadores do transporte coletivo da capital paulista fazem primeira reunião sobre campanha salarial nesta quarta (26)
Publicado em: 25 de abril de 2023
Profissionais pedem também a manutenção dos postos de cobradores
ADAMO BAZANI
Foi marcada para esta quarta-feira, 26 de abril de 2023, a primeira reunião entre motoristas, cobradores de ônibus e demais profissionais dos transportes coletivos da cidade de São Paulo e empresários para discutir a campanha salarial deste ano.
O encontro vai ser entre o SindiMotoristas, que representa os trabalhadores e o SPUrbanuss, que reúne as empresas dos subsistemas estrutural e de articulação na sede do sindicato patronal.
Como mostrou o Diário do Transporte, entre as principais reivindicações da categoria estão:
– Reajuste salarial acima da inflação do período desde a última atualização dos valores com aumento real num total de 13%;
– Manutenção do emprego de 19 mil cobradores nos ônibus convencionais, padrons e articulados (empresas dos subsistemas de articulação regional e estrutural) – As empresas que surgiram de cooperativas e operam com micro-ônibus, ônibus mídis (micrões) e alguns convencionais e padrons (subsistema de distribuição local) operam sem cobradores desde 2014;
– PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 3 mil;
– Retorno dos 30 minutos remunerados do horário de refeição.
Os pagamentos relativos à mão-de-obra, que incluem salários e benefícios, incidem diretamente na conta dos custos do sistema de transportes da capital paulista, quase metade é bancada por subsídios da prefeitura.
Em primeira mão, o Diário do Transporte mostrou em 24 de abril de 2023 que entre 2021 e 2022, a receita do sistema de ônibus da cidade de São Paulo cresceu 19%, mas os custos subiram 32% e os subsídios, que são as compensações tarifárias dispararam mais de 50%, passando de R$ 3,45 bilhões em 2021 para R$ 5,1 bilhões em 2022.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


