Buser demite funcionários e diz que medida é reorganização pontual na área de tecnologia

Em dezembro de 2022, plataforma de venda de passagens fez um corte de 30% em seu corpo funcional

ALEXANDRE PELEGI

Depois de demitir 30% de seus funcionários em dezembro de 2022, a Buser, empresa de aplicativo de ônibus, repetiu a dose agora.

Conforme as informações do site Layoffs Brasil, em publicação nessa segunda-feira, 03 de abril de 2023, 40 funcionários foram desligados (veja print abaixo).

Layoffs Brasil é um banco de dados abertos para analisar o impacto das demissões em massa e ajudar profissionais na recolocação.

Quanto ao número de demissões, a Buser não está falando publicamente. O que a reportagem apurou, contudo, é de que foi menor do que a informação que está circulando.

Em contato com o Diário do Transporte, a assessoria da Buser concorda que houve demissões, mas que foram “desligamentos pontuais”, sem citar a quantia.

A informação é a de que os cortes anunciados decorrem de uma “reorganização pontual na área de tecnologia”.

Ao fazer o corte de cerca de 160 funcionários em dezembro passado, a Buser atribuiu as demissões não somente ao mau momento para as startups de tecnologia, mas culpou a demora dos avanços regulatórios no setor de transporte rodoviário de passageiros, o que vem afetando diretamente o modelo de negócios da startup.

Leia nota da Buser:

Nota à imprensa

A Buser informa que está reorganizando sua área de Tech. Por isso, precisou fazer desligamentos pontuais de desenvolvedores, entre estagiários e efetivos, nesta segunda-feira (3/4).

A empresa busca uma melhoria contínua e sustentável de seus times, alinhada com as boas práticas de mercado. Isso inclui a chegada de novos profissionais e demissões pontuais.

Assessoria de Imprensa da Buser

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. vagligeiro disse:

    mas culpou a demora dos avanços regulatórios no setor de transporte rodoviário de passageiros, o que vem afetando diretamente o modelo de negócios da startup.

    Lobby no Brasil é um barato…

  2. Felipe dos Santos disse:

    A Buser não tem mais nenhum futuro no Brasil, depois do STF definir que a ANTT tem a autoridade federal para regular e punir as Empresas de Transportes que não cumprirem a Legislação, etc. O Circuito Aberto não existe na Legislação, logo a ANTT vai começar a punir e cassar as Empresas que operam serviço não autorizado… E a Buser vai virar só mais um “Guichê Virtual” de Empresas Regulares – já virou, a gente vê mais lá hoje é venda de passagem rodoviária de Empresas regulares. Não atoa Empresas, como a TJ Turismo (de Itaboraí, RJ), estão migrando para a WeMobi, por exemplo, para conseguir operar por App, mas com as Linhas regulares do Grupo JCA – outras unindo suas Linhas Regulares com a Flixbus, como a Adamantina.

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