ViaMobilidade coloca em operação primeiro trem revitalizado da Série 5400

Concessionária alterou pintura e fez a revisão de equipamentos da composição que atende passageiros da Linha 8-Diamante

WILLIAN MOREIRA

A ViaMobilidade entregou para a operação comercial nesta terça-feira, 28 de março de 2023, o primeiro trem da Série 5400, agora com a denominação de Frota B (Bravo), que fará o atendimento aos passageiros da Linha 8-Diamante.

O evento, que contou com a presença do Diário do Transporte a convite da concessionária, teve uma viagem que partiu de Júlio Prestes e seguiu de maneira expressa, ou seja, sem paradas no percurso, até Amador Bueno, tempo este em que a reportagem observou as mudanças efetuadas pela empresa no trem, como assentos para os passageiros, mapa do transporte metropolitano, comunicação visual e letreiro informando as estações. A pintura externa também foi refeita.

Um ponto de destaque é que as portas de passagem entre os carros foram consertadas, mas apesar de abertas para imagem da imprensa, foram fechadas logo após. De acordo com a ViaMobilidade, as mesmas permanecerão fechadas durante a operação comercial.

Em entrevista, Hugo Nalini, Gerente de Manutenção de material rodante da ViaMobilidade, explicou que a frota com seis trens será modernizada gradualmente, com a segunda unidade já em processo para receber a identidade visual da concessionária.

Apesar da quantidade superior ao ideal, uma vez que segundo o gerente, o trecho entre Amador Bueno e Itapevi, onde vão operar, atende em média 4,5 mil pessoas todos os dias, podendo operar com intervalo médio de 30 minutos sem a necessidade de mais trens circulando em simultâneo.

“Os trens da Série 5400 nós recebemos na concessão. Recebemos seis trens de quatro carros (cada composição) e nós tivemos o início da operação com eles e eles operam na extensão de Itapevi a Amador Bueno, é o percurso que eles fazem para nossos clientes.”

“Recebemos seis trens, alguns deles operacionais e alguns estamos trabalhando neles ainda para retornar (a operação), mas a demanda de passageiros aqui é de 4.500 clientes com headway de 30 minutos. Nós conseguimos atender com um trem aqui na extensão (os passageiros).”

“Optamos por fazer um trabalho mais focado no B40, uma revisão mecânica, uma revisão elétrica, a gente recebeu um park de peças sobressalentes e nós realizamos todos os testes em laboratório para garantir o funcionamento deles e adequar esse trem. Então temos investido na confiabilidade e na disponibilidade para a gente manter a operação na extensão.”

“A intenção é manter o 5400 (Bravo) com quatro carros trabalhando aqui na extensão a principio, porque a gente comprou 36 trens da Alstom e estes trens vão suprir a nossa necessidade operacional nas linhas 8 e 9 com o complemento dos 19 trens que ficam conosco da Série 7000.”

“Temos um cronograma, a gente já está executando a identidade visual do segundo trem da frota B e a partir do momento da necessidade a gente vai ampliando esse escopo. Os trens são de 1978 e faz um certo tempo que eles estão operando e estamos fazendo alguns estudos com a nossa engenharia de viabilidade, se consegue manter modernizando ou se serão substituídos, isto está em estudo.”, disse Nalini.

Os trens da Série 5400, mas que agora passam a compor a Frota Bravo, foram fabricados entre os anos de 1978 e 1980 e foram fruto de um contrato para a Fepasa (Ferrovia Paulista S/A), operadora do atendimento aos passageiros na época, com a fabricação de 48 trens de seis carros cada. A operação começou em 1979 no dia 25 de janeiro, aniversário da capital paulista e pouco tempo depois receberam a numeração de identificação 5000, portanto criando a Série 5000.

Quando a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) foi criada em 1992, ela herdou a frota de aço inoxidável, efetuando o atendimento com duas composições unidas, formando trens com 12 carros cada.

Em meados de 2013, quando a estatal recebeu novos trens para operar nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, seis trens foram escolhidos para passar por uma modernização e adaptação para atender os passageiros da extensão operacional entre as estações Itapevi e Amador Bueno na linha 8, retornando como Série 5400, formada por quatro carros cada.

Veja a seguir algumas fotos do trem agora com a identidade visual da concessionária:





 

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Comentários

Comentários

  1. Marcelo disse:

    Este é o investimento de bilhões!!?? Parabéns por enganar a população tão bem. E parabéns a população por ser tão passiva e aceitar um retrocesso de mais de 20 anos no transporte sobre trilhos!!

  2. Mauro disse:

    Via Mobilidade….. .
    Véio pra atrasar nossas vidas….m
    Não dá certo, ontem a noite trem cheio e um passageiro caiu na plataforma pra variar.

  3. And disse:

    Só pintaram o trem e os bancos.

    Quem de fato modernizou esse trem foi a CPTM em 2013, quando eles foram rodar na recem reinaugurada extensão da linha 8 até amador bueno.

    Percebo que o padrão da ccr é apenas uma maquiagem estética.

  4. William Santos disse:

    Acho engraçado isso. Conseguiram “reformar” um trem fabricado em 1978 e ainda vão reformar mais 5, mas nao conseguiram colocar 8 trens da Alstom que rodaram um bom tempo na linha 5 lilás quando ainda era operada pelo Metrô em operação. Qual o sentido disso? Se a reforma fosse para preservar a história eu até entenderia, mas reformar 6 trens, sendo que o próprio gerente de manutenção disse que nao precisa de tudo isso, para operar em uma linha que no maximo 3 trens seriam suficientes, me parece um grande desperdício! Enquanto a linha 5 lilás operando com uma quantidade que ao meu ver é insuficiente. Se tem 8 trens da Alstom parados, arrume e coloque-os em operação. Essa conversa de que nao tem peças para eles é balela! Ninguem constroi um trem com prazo de validade de apenas 10 anos de uso, e alem disso a empresa que o fabricou ainda existe! Então qual o problema? Que me desculpem os saudosistas de plantão, mas passageiro nao quer andar em trem velho sabendo que está pagando por isso e que isso é uma operação comercial. Ninguem quer trabalhar de trem ou onibus caindo aos pedaços. Aliás, os trens da série 7000 que vieram da CPTM também estão pedindo arrego

  5. H disse:

    Uau! Me sinto até mais seguro pegando um trem super atualizado e com engenharia e construção mais moderna possível

  6. htexpandidos disse:

    CCR, não brinca em serviço, neste momento pode até ser uma maquiagem, mas o paliativo , pode dar o fôlego necessário para tempo, necessário para produzir o ideal para cada linha , os criticos em sua maioria são acomodados e incomodando com mudança , parabéns ao nosso futuro presidente. Privatização já a todas máquina pública.

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