Setor de transporte rodoviário de passageiros passa pelo Dia Internacional da Mulher exercendo importante papel para elas no mercado de trabalho
Publicado em: 8 de março de 2023
Segundo a Abrati, 17% dos 2,2 milhões de profissionais da área são mulheres
ARTHUR FERRARI
O Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, traz à tona a importância das mulheres no mercado de trabalho como um todo, mostrando o quanto empresas comprometidas com a igualdade de gênero em todos os níveis hierárquicos são até mesmo mais rentáveis.
No dia a dia do setor regular de transportes rodoviários de passageiros, por exemplo, que historicamente foi construído num ambiente predominantemente masculino, é fácil notar como empresas que dão importância para uma estratégia de diversidade se sobressaem.
De acordo com a conselheira e porta-voz da Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros), Letícia Pineschi, a diversidade de gênero, como tema, ganhou força no segmento, sendo possível observar mulheres que cada vez mais vêm conquistando seu espaço. “Hoje, com orgulho, já podemos observar motoristas, mecânicas, auxiliares, gerentes e diretoras atuantes e relevantes para elevar o potencial do setor, pois um ambiente diverso e inclusivo contribui para ideias mais democráticas e criativas”, diz.
Segundo dados da Abrati, atualmente o setor regular de transporte de passageiros conta com cerca de 2,2 milhões de profissionais, sendo 17% do sexo feminino.
Já de acordo com o último relatório da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), divulgado pelo Ministério do Trabalho, a ocupação de cargos de gerência e de diretoria no setor formal por mulheres entre 30 e 49 anos aumentou de 32,3% e 31,9%, respectivamente, para 39,2% e 42,4%.
Dados da pesquisa mais recente realizada pelo International Business Report da Grant Thornton, ainda apontaram que 34% dos cargos de diretoria executiva são ocupados por pessoas do sexo feminino no Brasil, 5% acima da média global. Números aos quais a Abrati está alinhada. “Cresceu inclusive em entidades como a nossa, onde mulheres raramente tinham espaço à mesa. Hoje, importantes órgãos ligados ao transporte são dirigidos por mulheres”, afirma Pineschi.
Vale lembrar que, embora no início da criação da entidade a maior presença no setor era masculina, há mais 20 anos a Abrati elegeu Sandra Oger Garcia como vice-presidente para o seu conselho.
“Sandra foi pioneira na presença feminina no setor, em especial em entidades, e certamente abriu caminhos”, ressalta Letícia Pineschi.
Ainda de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros, um crescimento ainda mais relevante da participação das mulheres no dia a dia das organizações ainda é esperado. “Empresas com mulheres na gestão trazem benefícios para o clima e performance. E aqueles que apoiam a cultura da inclusão e a diversidade só têm a ganhar com equipes diversas, criativas e inovadoras”, finaliza a conselheira e porta-voz.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte


