Governos de Goiás e DF querem consórcio interfederativo com a União para controlar aumento das tarifas do transporte semiurbano

Governador de Goiás afirmou que ANTT estima aumentar passagem em até 40%

ALEXANDRE PELEGI

Continua complicada a situação da gestão dos serviços de transporte rodoviário interestadual semiurbano de passageiros da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal – RIDE/DF.

Como mostrou o Diário do Transporte, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em deliberação no dia 14 de fevereiro de 2023, decidiu reassumir os serviços. (Relembre)

O governador do DF, Ibaneis Rocha, desistiu de gerir o transporte semiurbano após o STF (Supremo Tribunal Federal) suspender o reajuste das passagens no início de dezembro de 2022.

O aumento, decretado no dia 2 de dezembro do ano passado, elevou a passagem do ônibus do Entorno em até 26%, com data para entrar em vigor no dia 4 de dezembro.

Agora, o receio dos governadores  do DF e de Goiás é que sob a gestão da ANTT os aumentos continuem, o que penalizará os habitantes das cidades do entorno que dependem desse transporte.

Este foi o mote de um encontro em Brasília na manhã desta quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023, que reuniu o governador do Goiás, Ronaldo Caiado, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão.

Em entrevista à imprensa, Caiado disse que a sugestão dos estados é criar um consórcio interfederativo para atuar sobre a questão do transporte no entorno do DF.

O governador de Goiás afirmou que a ANTT chegou a avisar, logo após reassumir a gestão do transporte, teria um aumento da tarifa, que poderia chegar a 40%.

Os governadores sugeriram que os dois governos estaduais e a União, por meio do consórcio, assumam o controle da tarifa. A ideia é que a diferença entre a tarifa técnica e a tarifa cobrada do usuário fosse repartida pelas três entidades de forma igualitária, o que manteria um valor acessível  aos usuários.

Na prática, uma tarifa social, como várias cidades brasileiras já adotaram.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Santos Dumont disse:

    Conhecemos o transporte semiurbano em detalhes. Ele também é vítima de falta de planejamento por órgão gerenciador na região de atuação (são as empresas que criam linhas ou itinerários alternativos para que outros não invadam, e com isto levam para a planilha tarifária toda improdutividade). A planilha vigente não contempla nr de viagens e sim ocupação , ou seja, quanto mais cheio o ônibus, menos viagens, menos conforto e menos segurança. É hora de mudar esse quadro. O governo de Goiás está certo. Primeiro cria-se o consórcio que vai gerir as linhas, e ato contínuo dá-se um prazo para planejar linhas, rotas e frequências de atendimento. A tarifa é o último passo, em que subsídios cruzados (linhas mais rentáveis cobrem as rotas mais fracas) e subsídios legais (repasse financeiros, desoneração fiscal, receita de publicidade, etc) definem os valores finais. É a opinião de contribuição.

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