VÍDEO: Nunes quer articular com Governo Federal mais auxílio para bancar gratuidade a idosos em ônibus e aguarda fim do estudo sobre tarifa zero na capital paulista

Como mostrou o Diário do Transporte em primeira mão, Pacheco oficializa fim da MP de R$ 2,5 bilhões para gratuidade a idosos em ônibus, trens e metrô em todo o País

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse nesta quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023, que vai articular com o Governo Federal e com o Congresso Nacional mais auxílios financeiros da União para custear integralmente ou ao menos parte das gratuidades concedidas a idosos com 65 anos ou mais no sistema de ônibus.

Nunes repercutiu a notícia veiculada em primeira mão pelo Diário do Transporte que mostrou que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, oficializou o fim da MP (Medida Provisória) que liberou R$ 2,5 bilhões para gratuidade a idosos em ônibus, trens e metrô em todo o País

O MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional) informou, em 31 de outubro de 2022, que concluiu os repasses de recursos da União.

O processo de liberação de R$ 2,46 bilhões às prefeituras e estados se encerrou dois meses antes da data-limite, que era 31 de dezembro de 2022.

Ainda de acordo com o MDR, o dinheiro foi enviado para 539 cidades, 19 estados e Distrito Federal. (Relembre)

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/02/16/pacheco-oficializa-fim-da-mp-de-r-25-bilhoes-para-gratuidade-a-idosos-em-onibus-trens-e-metro-em-todo-o-pais/

O prefeito de São Paulo disse que vai conversar com Rodrigo Pacheco e o Governo Federal porque tinha a expectativa de que a medida seria renovada.

A cidade de São Paulo recebeu R$ 160 milhões do Governo Federal para a gratuidade a este público.

Nunes, que participou em 2022 pela FNP (Frente Nacional de Prefeitos) dos debates para este subsídio da União, voltou a dizer que a lei que estipula a gratuidade para pessoas com 65 anos ou mais em ônibus, trem e metrô é federal, mas atualmente, quem custeia tudo são municípios e estados. Para o prefeito, o justo seria se o Governo Federal participasse sempre deste custeio

TARIFA ZERO:

O prefeito também comentou nesta quinta-feira (16) sobre o andamento dos estudos para verificar se é possível ou não a tarifa zero para todos os passageiros nos cerca de 13 mil ônibus da capital paulista.

Segundo Ricardo Nunes, além da questão financeira, que aponta que hoje a tarifa zero custaria aos cofres públicos entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões por ano, a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema de linhas municipais, vai entrar na fase do estudo que vai considerar a logística.

A lógica é simples:

  1. Tarifa zero vai aumentar a demanda de passageiros dos ônibus.
  2. Vai ter de aumentar a frota
  3. Este aumento de frota vai significar um custo total do sistema maior que os R$ 12 bilhões de hoje
  4. Mas não é só a frota: a cidade está preparada para receber (de forma eficiente – destaca-se) mais ônibus? – Terá de reformular linhas? Os terminais e corredores de ônibus atuais são suficientes para uma frota maior?
  5. Vai ter migração de passageiros do metrô, trem e ônibus metropolitanos se estes não tiverem tarifa zero? Por exemplo, hoje, como Bilhete Único, o passageiro pode pegar o sistema de trilhos e ônibus de forma integrada. Se os ônibus forem de graça e o metrô/trem não, será que as pessoas não vão preferir usar mais linhas de ônibus, mesmo que demore mais, para não pagar o deslocamento:

Veja o vídeo com a entrevista:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Arthur Ferrari

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Comentários

Comentários

  1. vagligeiro disse:

    A sensação que tenho é que o Nunes ignora um bando de gente que estudou anos e está há anos martelando, seja de forma técnica e/ou política, a necessidade de mudar toda a rede de transporte municipal paulistana para que ela seja mais eficiente – ou seja, gaste menos dinheiro e atenda mais pessoas.

    Por mais que em partes algumas coisas foram feitas, como a questão dos ajustes das linhas para alimentação de terminais; ainda falta readequação de algumas linhas, avaliação da eficiência das mesmas, avaliação das diversas possibilidades para atender legislações e necessidades (por exemplo, a reativação de linhas de trólebus por exemplo, assim ganhando tempo enquanto se concluí os estudos de veículos à bateria; conclusão de corredores sejam eles simples ou exclusivos – BRTs).

    Enfim, claro que “não existe almoço gratis”, mas se o próprio poder público municipal – e nisso não só prefeito, mas vereadores, secretários e políticos regionais, não fazem os esforços para melhorar a eficiência das linhas, não adianta ir com pires na mão pedir mais dinheiro.

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