Preço médio das passagens de ônibus das seis rotas mais procuradas no Brasil teve queda em 2022
Publicado em: 14 de fevereiro de 2023
Rota São Paulo – Belo Horizonte registrou queda de 51% na tarifa média, em comparação com 2019
LUANA COUTINHO
Uma pesquisa feita pela CheckMyBus, plataforma de busca de ônibus com quase 400 empresas cadastradas, analisou o preço médio das passagens nas seis rotas mais buscadas pelos brasileiros e verificou redução de até 51% no valor médio cobrado em 2019 em comparação com 2022, na rota São Paulo – Belo Horizonte. No trecho entre Brasília e Rio de Janeiro, a queda no preço foi de 6%.
De acordo com a CheckMyBus, as rotas interestaduais mais procuradas pelos brasileiros para viajarem de ônibus são: São Paulo – Belo Horizonte; São Paulo – Rio de Janeiro; São Paulo – Curitiba; Brasília – Rio de Janeiro; Salvador – São Paulo e Brasília – São Paulo.
Dentre estas rotas, a maior diferença de valores, entre 2019 e 2021, foi percebida nos trechos que tiveram aumento na concorrência. Foi neste período que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) emitiu novas autorizações, o que facilitou a entrada de operadores e ampliou a oferta do serviço.
O diretor-geral da FlixBus Brasil, Edson Lopes, destaca que a abertura do setor é importante para baratear os custos e permitir que mais brasileiros viajem. “As linhas com maior concorrência tiveram uma redução muito maior do que aquelas nas quais temos menos operadores. Por isso, é fundamental ampliar o mercado e facilitar a entrada de novos players”, complementa o diretor-geral.
A empresa FlixBus atua no Brasil desde 2021, com um sistema de tarifa dinâmica, de acordo com a proximidade e ocupação da viagem, em parceria com empresas que possuem autorização da ANTT para operar o serviço regular.
Ainda segundo o levantamento da CheckMyBus, há uma tendência de alta nos valores médios pagos entre 2021 e 2022, relacionada à alta de preços dos combustíveis e à instabilidade da economia mundial.
“Outro fator fundamental é que, com o fim do momento agudo da pandemia de coronavírus, tivemos um aumento na demanda, o que pressiona os valores das passagens”, aponta o Lopes.
As rotas que contam com maior número de empresas operando ou entrando com novos modelos de negócios regulares, como a FlixBus, registraram aumento menos expressivo em comparação com as com menos concorrentes. Entre 2021 e 2022, o trajeto Rio de Janeiro – Brasília, que teve menos mudanças no perfil de competição, as passagens tiveram reajuste médio de 58%. No trecho São Paulo – Belo Horizonte, o aumento médio foi de 28%.
“Acreditamos que a concorrência e novos modelos de precificação são capazes de diminuir o impacto da pressão inflacionária. Basta ver que as rotas que passaram a ser operadas por mais empresas foram as que tiveras as reduções mais substanciais no preço das passagens”, complementa Lopes, da FlixBus. “Quanto mais aberto o mercado, com mais concorrentes operando regularmente, melhor para o consumidor”, finaliza.
Luana Coutinho para o Diário do Transporte


Costumo ir para Santa Catarina. O preço das passagens foi escalonando-se a cada ano. Se em 2019 estava em torno de 100 a 150 R$ uma viagem tipo “executiva” (dependendo do horário de partida), em 2022 o preço já está em torno de R$ 200 / 250 – isso preço de “balcão”. As únicas empresas que operam a rota São Paulo – Florianópolis são a Eucatur (que tinha preços melhores, depois aumentou) e Catarinense. Há outras rotas, sendo até uma com mais linhas (a São Paulo – Balneário Camboriú, com veículos da Catarinense, Eucatur, Gadotti, Penha, e antigamente a Itapemirim e Ouro e Prata).
No caso da Catarinense, o grupo tem um ponto – usa também sistemas de “preço dinâmico”, seja por outros sites do grupo (Outlet de Passagens, Clube Giro, etc…), seja por compra por antecipação no próprio site.
A rota para Curitiba no entanto tem preço meio que “congelado”. Mas depende do horário também. Em 2019, creio que era R$ 60 a 80, em 2022 há empresas que fazem R$ 65 antecipado, mas “na hora” chega a 80/90 R$. No entanto também, o “preço dinâmico” em algumas empresas depende da escolha da poltrona. Serviços tipo “Leito” tem preços mais baratos em algumas poltronas (geralmente as que não tem acesso direto ao corredor em configurações de fileiras 2 + 1), enquanto que as poltronas “solo” são mais caras. Há possibilidades de também “pegar atalhos” como descontos quando vai escolher poltronas por exemplo.