Polícia Civil de São Paulo faz operação contra hackers que vazaram dados de 13 milhões de pessoas que usam Bilhete Único
Publicado em: 31 de janeiro de 2023
Foram cumpridos mandados na capital paulista
ADAMO BAZANI
Colaboraram Alexandre Pelegi e William Moreira
A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta terça-feira, 30 de janeiro de 2023, uma operação para investigar o vazamento de dados de 13 milhões de usuários do Bilhete Único por causa de um ataque de hackers.
A ação foi da Delegacia de Crimes Cibernéticos do Deic, o departamento que investiga o crime organizado.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em dois endereços residenciais da capital paulista.
Os policiais chegaram aos locais por meio do identificador IP dos computadores.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) diz que as apurações continuam
Policiais civis da 4ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (DCCIBER) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) cumpriram mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (31), na capital paulista. A ação faz parte da primeira fase da Operação Bus Stop, que investiga a invasão do sistema digital de cadastro dos usuários do sistema público de transporte ocorrido no final do ano passado. As diligências prosseguem em sigilo para a completa elucidação dos fatos.
Como mostrou o Diário do Transporte, em 26 de dezembro de 2022, a SPTrans (São Paulo Transporte) admitiu que em abril de 2020, houve o vazamento de dados pessoais de 13 milhões de usuários.
A SPTrans, que gerencia os ônibus da cidade de São Paulo, informou na ocasião que vazaram dados como nome, nome social, data de nascimento, CPF, RG, endereço, número de telefone, filiação, PIS, matrícula de aluno, estado civil, naturalidade, sexo, e-mail, além de login e senha do portal de serviços da SPTrans na internet.
A gerenciadora diz que foi vítima também e garantiu, na ocasião, que não foram retirados valores dos saldos dos passageiros.
Relembre:
O Diário do Transporte conversou na época da revelação do vazamento com a advogada especializada em LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), Andrea Leal, que informou que SPTrans (São Paulo Transporte), responsável pelo Bilhete Único dos ônibus municipais e do sistema te trilhos de São Paulo, deve provar que não contribuiu ou não deu brecha para o vazamento de dados pessoais de 13 milhões de usuários. Isso ocorre mesmo a gerenciadora dos transportes sendo vítima também.
A especialista disse ainda que deve ser feita uma auditoria externa detalhada que identifique não só as fragilidades do sistema, mas também os pontos fracos da operação, vinculada aos processos internos, que quando bem estruturados minimizam os riscos de falha humana ou até brechas para mal intencionados.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaboraram Alexandre Pelegi e William Moreira



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