Inquérito que apura ataque hacker na CPTM corre sob sigilo, diz SSP
Publicado em: 31 de janeiro de 2023
Companhia de trens trabalha em conjunto e cooperação com a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC)
ALEXANDRE PELEGI
Um grupo que se intitula “CPTM Hacker attack” encaminhou e-mail ao Diário do Transporte, em inglês, se apresentando como o responsável pelo ataque hacker à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
Como mostrou o Diário do Transporte, o ataque ocorreu em 18 de dezembro de 2022, ocasião em que a CPTM emitiu informe interno para seus trabalhadores dizendo que as informações pessoais destes funcionários poderiam ter sido vazadas. (Relembre)
No e-mail encaminhado há poucos dias, o grupo afirma que como a Companhia de recusou a pagar o resgate, eles decidiram espalhar todos os dados roubados. No corpo do e-mail colaram uma série de links disponibilizando livremente todas as informações.
O Diário do Transporte optou por deletar o e-mail, sem acessar qualquer dado, por não compactuar com a ação criminosa.
Ao invés disso, relatou o corrido à CPTM e à SSP – Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, solicitando o status atual da investigação.
Em resposta, a SSP respondeu que a CPTM, desde o início do incidente de segurança da informação, trabalha em conjunto e cooperação com órgãos/entidades de governo e a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
O inquérito policial corre sob sigilo na delegacia especializada, que trabalha para identificar e responsabilizar a autoria do crime
Leia a nota na íntegra:
A CPTM, desde o início do incidente de segurança da informação trabalha em conjunto e cooperação com órgãos/entidades de governo e a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), fornecendo todas as informações que lhe compete para auxiliar as investigações em curso e cumprir suas obrigações legais. O inquérito policial corre sob sigilo na delegacia especializada, que trabalha para identificar e responsabilizar a autoria do crime. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi comunicada e o ambiente tecnológico da companhia reforçado.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

