Garcia sanciona Lei que permite retomada das ferrovias no Estado de São Paulo

Parte do transporte de cargas é todo operado pelas concessionárias federais Rumo, MRS e VLI.

De autoria do Executivo, projeto aprovado pela Alesp permite utilizar modal ferroviário para transporte de cargas e pessoas em São Paulo através de linhas de trajeto curto

ALEXANDRE PELEGI

O Governo do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, sancionou nessa segunda-feira, 19 de dezembro de 2022, a Lei 17.162 que permite ao Executivo paulista a retomada do modal ferroviário para transporte de cargas e pessoas em São Paulo através de shortlines – linhas de trajeto curto.

A Lei decorre do Projeto de Lei 148/22, de autoria do Executivo, aprovado pela Alesp no final de novembro passado.

O Estado de SP tem 5 mil quilômetros de trilhos. Neles, parte do transporte de cargas é todo operado pelas concessionárias federais Rumo, MRS e VLI.

Já o transporte de passageiros tem sua maior parcela em atividade na Grande São Paulo, operada pela CPTM e Metrô.

A outra metade da malha ferroviária no Estado está abandonada ou subutilizada.

Para reativar boa parte desses trilhos o Governo paulista tem agora na Lei sancionada um grande instrumento.

De acordo com o texto legal, a exploração das ferrovias se dará de três formas: através de autorização especial, concessão ou PPP (Parcerias Público-Privadas).

Elaborado pela Secretaria de Logística e Transportes, a legislação permite a exploração das ferrovias por três formas: através de autorização especial, concessão ou PPP (Parcerias Público-Privadas).

O secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, explica que a Lei 17.612 é essencial para o Estado de São Paulo exercer, no setor ferroviário, a mesma relevância que detém na economia nacional. “Trata-se de um modal de suma importância para o PIB brasileiro, além de ser um meio de transporte mais sustentável, que vai gerar mais desenvolvimento e empregos ao Estado”, afirma Machado Neto.

Além das shortlines, que permitirão a retomada de trechos abandonados em vários municípios do Estado, a nova Lei beneficia o transporte ferroviário de passageiros. Vale lembrar que o Governo paulista assinou em abril convênio com municípios que farão parte do TIC (Trem Intercidades) São Paulo-Campinas, o primeiro do interior.

O coordenador do GT Ferrovias SP, Luiz Alberto Fioravante tem feito reuniões técnicas com prefeitos, autoridades locais e empresários de vários setores em diversas cidades paulistas, como Santos, Campinas, Sorocaba, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Presidente Prudente.

Nos encontros, ele apresentou o PL 148/22, agora aprovado e transformado na Lei 17.612, de 19 de dezembro de 2022, e o Plano Estratégico Ferroviário de SP (PEF/SP), em preparação.

Fioravante acredita ser este um dos maiores projetos do governo paulista. “São Paulo deve ampliar sua capacidade logística contando com a malha ferroviária para transporte de cargas e de pessoas”, afirma Fioravante.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. REGINA LOPES CASAGRANDE disse:

    Sensacional! Chega de beneficiar as montadoras em detrimento do bem comum. I transporte ferroviário além de ser uma opção mais sustentável em todos os aspectos, é mais acessível à população de um modo geral.

  2. Edilson Rodrigues Ferreira disse:

    Parabenizo aos srs e ao governo de sp pela belíssima visão e também pela necessidade do meio de transporte acessível para o seus eleitores

  3. Marcelo Cândido Martins disse:

    Gostaria de saber se o novo governo tem estudos sobre uma possível extensão da linha da CPTM da estação Varginha passando por Embú Guaçu ou Parelheiros em direção ao litoral sul.

  4. Marcelo Cândido Martins disse:

    Gostaria de saber se existe projeto de extensão da linha de trens de passageiros da zona sul em direção ao litoral sul

  5. Clovis disse:

    Duvido,é muito bla bla e papel e pouca açao.

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