Buser demite 30% de seus funcionários diante de quadro de crise

Em nota oficial, empresa de tecnologia cita conjuntura desfavorável para startups e a  morosidade dos avanços regulatórios

ALEXANDRE PELEGI

A Buser, plataforma de soluções de viagens rodoviárias no País, demitiu nesta quinta-feira, 08 de dezembro de 2022, 30% de seus colaboradores.

Em nota encaminhada ao Diário do Transporte, a startup atribui o corte às mudanças no cenário macroeconômico ocorridas em 2022, que “obrigaram empresas de tecnologia no mundo todo a revisarem seus planejamentos”.

É uma medida dura e difícil, mas necessária para continuarmos crescendo de forma sólida e segura”, diz a nota.

No entanto, não é apenas a conjuntura econômica desfavorável o único motivo das medidas de contenção.

A Buser culpa também os desafios enfrentados à morosidade dos avanços regulatórios.

Desde que iniciou suas atividades no país, a empresa enfrenta uma intensa batalha judicial.

De acordo com a nota, apesar de em alguns casos a jurisprudência nos tribunais (como em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais) ser favorável ao modelo, a Buser se queixa que os órgãos reguladores “descumprem decisões judiciais e praticam blitze seletivas nas viagens da startup, gerando custos adicionais para prejudicar o fretamento colaborativo e beneficiar as grandes viações – que vêm perdendo mercado para os novos entrantes”.

O fundador e CEO da Buser, Marcelo Abritta, diz esperar que a regulação tenha avanços no próximo governo, “para que possamos voltar a gerar empregos de alto valor agregado.”

LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA

Nota à imprensa

As mudanças no cenário macroeconômico neste ano obrigaram empresas de tecnologia no mundo todo a revisarem seus planejamentos. Startups que apostam num futuro de crescimento estão se adaptando à nova realidade.

Maior plataforma de soluções de viagens rodoviárias no País, a Buser está se reorganizando para enfrentar esses novos tempos. E realizou nesta quinta-feira (8/12) uma redução de 30% de seu time de colaboradores. É uma medida dura e difícil, mas necessária para continuarmos crescendo de forma sólida e segura.

Além da conjuntura desfavorável para startups, a Buser credita parte dos desafios enfrentados à morosidade dos avanços regulatórios. A jurisprudência em construção nos tribunais (como em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais) é favorável ao modelo da Buser, mas órgãos reguladores descumprem decisões judiciais e praticam blitze seletivas nas viagens da startup, gerando custos adicionais para prejudicar o fretamento colaborativo e beneficiar as grandes viações – que vêm perdendo mercado para os novos entrantes.

“Infelizmente, tivemos que fazer esse ajuste, não só devido ao cenário macroeconômico, mas também por causa da perseguição que sofremos de alguns órgãos reguladores”, afirma Marcelo Abritta, fundador e CEO da Buser. “Esperamos que a regulação tenha avanços no próximo governo para que possamos voltar a gerar empregos de alto valor agregado.”

A missão da Buser é revolucionar o transporte rodoviário no País, com viagens a preços justos e liberdade de escolha. Estamos no bom caminho. Pesquisa da CheckMyBus, plataforma de pesquisa de passagens de ônibus presente em 80 países, mostra que as passagens de viagens rodoviárias no Brasil ficaram até 61% mais baratas nos últimos dois anos, com o crescimento da Buser e de empresas de tecnologia aumentando a competição com novos serviços.

É olhando para essas transformações que a Buser seguirá seu caminho.

Por fim, é importante frisar para os nossos mais de 8 milhões de usuários que as operações da Buser seguem normalmente.

Assessoria de Imprensa da Buser


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Marco Antonio disse:

    É o cartel da empresas transportadoras atuando através dos seus tentáculos e influência nos órgãos “reguladores “. Isso ñ é de hoje: lembro q há 50 anos atrás, aproximadamente, uma empresa da minha região, Auto Ônibus São Manuel, começou a oferecer um serviço executivo digno desse nome, com rodomoça, tv a bordo, água, snacks, etc. na sua linha para São Paulo. Foi uma revolução q mexeu com o mercado concorrente mas durou pouco e, do nada, sumiu. Ficou só o nome “Executivo”. Certamente, a concorrência chamou p uma conversa e, ao invés de copiarem e fazer melhor, creio q deram um “cala boca” e td se resolveu. Uma pena, mas é assim q agem os cartéis.🤬😡

    1. Abimael Aguiar disse:

      Boa tarde.a buser dar os direito trabalhista dos seus motoristas? Tem seguro desemprego, férias e décimo terceiro? Pega a visão véi!!!

      1. é o tipo de empresa, que se ocorrer um acidente, ela é a primeira a cair fora, fugir da responsabilidade….que o seguro pague.

  2. na vdd matando até mesmo aqueles empreendedores que abriram vagas à mecânicos, fiscais, motoristas habilitados, e até mesmo a industria de carrocerias de onibus, reduzindo ou aumentando desempregos legais… e esse Abrita grita como ccachorro louco, mas nem todos são ou pensam no coletivo…uma pena… De certo LULA vaí abrir prá ele,,,,e ferra mais ainda,,,desandando a carruagem. Hoje VOCEÊ tem mil opções para pagar barato, com promoções, etc…se quiser. mas de forma segura,, A BUSER NÃO DÁ ESSA SEGURANÇA, cai fora do banco quando afunda.

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