Secretário Executivo de Transporte e Mobilidade Urbana indeferiu solicitação da Sampa Boat, empresa que já atua no local com passeios turísticos
ALEXANDRE PELEGI
O Secretário Executivo de Transporte e Mobilidade Urbana da capital paulista (Setram), Gilmar Pereira Miranda, negou pedido de implantação de linha particular de transporte coletivo aquaviário na Represa Guarapiranga.
O argumento utilizado foi o de que a prefeitura já desenvolve o projeto Aquático SP, previsto no Plano de Metas 2021-2024 elaborado pela atual gestão.
No despacho, o secretário afirma que o Aquático já conta com estudos em desenvolvimento de implantação do modal dentro do Serviço de Transporte Coletivo Público de Passageiros.
Como tem mostrado o Diário do Transporte, o projeto Aquático tem avançado na represa Billings, com desapropriações de áreas para a construção de terminais atracadouros, além de terminais e corredores de ônibus que comporão todo o sistema.
A solicitação, vetada pela Setram, foi feita pela empresa Sampa Boat, que já realiza passeios turísticos pela Guarapiranga há alguns anos.
CONVÊNIO COM A USP
No Diário Oficial de 19 de julho de 2022, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU/USP) divulgou Termo de Cooperação Técnica firmado com a SPTrans – São Paulo Transportes dedicado ao estabelecimento de cooperação para “buscar subsídios técnicos e científicos envolvendo a futura implantação do Sistema de Transporte Público Hidroviário (STPHSP)”.
O convênio, que não envolverá custos, visa a promoção da melhoria da mobilidade urbana no Município de São Paulo, a partir de dados fornecidos pela SPTrans e estudos conjuntos desenvolvidos entre a Faculdade e a empresa municipal.
O “Aquático”, com cerca de 3km de extensão, será integrado aos demais sistemas de transportes. Para isso, terá atracadouros e terminais de ônibus para permitir a transferência dos usuários entre os modais. Ou seja, ele se integrará aos corredores de transporte de ônibus, garantindo a multimodalidade e o uso do Bilhete Único em todo o sistema. Relembre: SPTrans e USP assinam termo de cooperação para estudos de implantação do Aquático, sistema de transporte público hidroviário
Modelo na utilização do transporte hidroviário, Londres possui alguns barcos com acesso à internet sem fio e lanchonetes. Apesar da importância histórica, hidrovias londrinas passaram por um processo de abandono e foram recuperadas apenas nos anos 1960.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
