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Governo de SP assina contrato de empréstimo externo de 550 milhões de dólares para extensão da Linha 2-Verde

Obras estão a pleno vapor. Foto: Metrô de SP

Aprovado pela CAF em agosto de 2022, recursos vão compor o orçamento para a expansão da linha, que totaliza R$ 8,5 bilhões entre a execução das obras, a implantação de sistemas e a compra de novos trens

ALEXANDRE PELEGI

O Governo do Estado de São Paulo vai assinar nesta quinta-feira, 15 de setembro de 2022, contrato de financiamento com o CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina no valor de US$ 550 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) para o Metrô de São Paulo.

Os recursos serão utilizados nas obras de ampliação da Linha 2-Verde.

Em nota a Companhia do Metrô informa que o prazo total do empréstimo é de 23 anos, incluindo período de carência de seis anos. A contrapartida do Estado é de US$ 137,5 milhões. “As obras estão em plena execução: já foram aplicados R$ 1,85 bilhão em recursos próprios do Estado, sendo R$ 635,7 milhões só em 2022“, informa a Companhia.

O empréstimo vai compor o orçamento para a expansão da linha, que totaliza R$ 8,5 bilhões entre a execução das obras, a implantação de sistemas e a compra de novos trens.

O CAF aprovou o contrato em 10 agosto deste ano, como mostrou o Diário do Transporte.

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) autorizou em dezembro de 2020 o Governo João Doria a realizar operações de crédito para o “Projeto do Estado de São Paulo – Expansão da Linha 2 Verde e Aquisição de Material Rodante”. Relembre:

O valor autorizado foi de até US$ 599.601.826,91 ou, alternativamente, até R$ 2,56 bilhões, que serão utilizados para a aquisição de 44 novos trens para o Sistema Metroviário, para usos nas Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.

O projeto de lei (PL) nº 653, de 2020, foi enviado à Alesp para que o governo estadual pudesse obter recursos externos de financiamento para a compra dos 44 novos trens para o Metrô. Também estava incluído o pedido de captação de recursos externos para pavimentação e estímulo a combustíveis limpos.

No caso específico da Linha 2-Verde, o PL 653/2020 informa: “Devidamente autorizado pelo Governo do Estado de São Paulo, a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô deu início à etapa de implantação das obras civis da expansão da Linha 2-Verde, trecho Vila Prudente-Penha, considerado como um projeto prioritário, com extensão de 8,3 km, 8 novas estações (Orfanato, Água Rasa, Anália Franco, Vila Formosa, Guilherme Giorgi, Nova Manchester, Aricanduva e Penha) e 1 complexo de manutenção e estacionamento de trens (Rapadura) e aquisição de 22 novos trens, que estão orçados o valor total a realizar de R$ 7.147,0 milhões”.

A previsão do governo paulista é que a obra seja entregue em 2026.

O Governo do Estado afirmou que quando pronto, o novo trecho vai trazer inúmeros benefícios ao meio ambiente, aos passageiros de metrô e trem, e principalmente à população da zona leste, com a redistribuição do fluxo das linhas 3-Vermelha e 11-Coral, facilitando a chegada a outras regiões de São Paulo.

Essa ampliação atenderá a mais de 320 mil pessoas/dia e evitará a emissão de milhares de toneladas de CO2 a cada ano, o que equivale à captura de carbono feita por 140 mil árvores ou 45 hectares da Mata Atlântica“, informou o governo paulista em agosto deste ano.

Em comunicado expedido pela Imprensa do Metrô de São Paulo, a informação quanto ao número de passageiros previstos após a conclusão das obras aumentou. Os atuais 800 mil passageiros/dia útil transportados passarão para quase 1,3 milhão de passageiros/dia útil. “Com a expansão e integrações previstas, conforme estudos realizados pelo Metrô, o tempo médio das viagens será reduzido em cerca de 25 minutos para os usuários do novo trecho, com potencial para reduzir, ainda, em cerca de 30% a quantidade de ônibus que circulam na região”, conclui a nota.

Em nota da Secretaria da Fazenda, o titular da Pasta Felipe Salto afirma que “os quase três mil empregos já produzidos nas obras, até aqui, e os que ainda virão, além dos benefícios da obra em si para os usuários do transporte metroferroviário, mostram que a prioridade em investimentos de infraestrutura é uma estratégia acertada”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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