Diário do Transporte viaja em cabine de maquinista (com autorização) em trem da CPTM e vê as mudanças na linha 12

Cabine de comando de um trem da Série 8500 na Linha 12-Safira. Foto: Diário do Transporte

Reportagem esteve presente em Calmon Viana e Manoel Feio, algo de intervenções nas vias e estação para melhorar o atendimento

WILLIAN MOREIRA

Na última quinta-feira, 8 de setembro de 2022, a convite da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o Diário do Transporte esteve na Linha 12-Safira, acompanhando em campo e observando, as ações apresentadas pela empresa para a melhoria do atendimento.

A visita foi acompanhada por representantes das Diretorias de Operação, Manutenção e de Engenharia e Obras e Meio-Ambiente, que explicaram o que vem sendo realizado, como por exemplo, a nova operação em Calmon Viana e a eliminação de restrições na via, diminuindo em 10 minutos o tempo total de viagem de ponta a ponta.

Ao efetuar parte da viagem dentro da cabine do maquinista, foi possível constatar as ações adotadas pela empresa para tentar a melhoria da operação.

Um exemplo disso é um trecho de via perto de Calmon Viana, onde o trilho que leva o trem até a plataforma 3 é totalmente novo, proporcionando maior velocidade no trecho. Outro ponto de melhoria no local foi a eliminação de uma travessia para funcionários pela via, o que demandava uma velocidade menor dos trens por segurança.

A reportagem ainda verificou as obras de modernização na estação Engenheiro Manoel Feio, que tem as plataformas 2 e 3 em fase de elevação de altura, que ao estar pronta, vai eliminar o “degrau” a ser vencido pelos passageiros para entrar ou sair do trem, além de um vão menor, diminuindo o risco de acidentes.

Em Manoel Feio, elevadores e todas as intervenções para oferecer a acessibilidade também serão implantadas, como piso podotátil, elevadores e a faixa amarela com piso tátil, evitando que um deficiente visual possa cair na via.

“Nenhuma estação da CPTM necessita de mais de 30 segundos. É uma tendência que o passageiro se adapte e saiba que não precisa correr para conseguir sair de uma composição”, explicou Sérgio Barbosa, ao se referir sobre o limite de 30 segundos para a permanência de um trem com as portas abertas nas estações da linha.

Voltando a falar de Calmon Viana, quem passa pela estação sabe que nela existe um “castelinho” em meio as suas plataformas. De acordo com a CPTM, a estrutura não é um patrimônio histórico e poderia ser demolida para promover uma plataforma maior, porém, o município solicitou que fosse preservada como parte da história local, o  que foi efetuado pela companhia.

“Nos deparamos com o problema do Castelinho, que fechava a plataforma dos dois lados, impossibilitando a passagem das pessoas. A obra não era tombada e poderia ser derrubada, mas a Prefeitura de Poá pediu que isso não acontecesse por ele ser um marco para o município. Com apoio da Diretoria de Engenharia, foi realizado uma obra para criar um ‘recorte’ no Castelinho, de forma a manter a edificação e possibilitar a circulação de passageiros”, detalhou Sérgio Barbosa.

Nas próximas semanas, visitas como essa nas demais linhas da companhia estão programadas.

Willian Moreira para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Como sempre falo: existem obras em muitas das linhas da CPTM, como casos de trocas de dormentes, trocas de britas (pedras que suportam os trilhos evitando que composições descarrilhem e mais atritos), limpeza (capinação, coleta de lixos) de leito da ferrovia por terceirizados, sinalizações, etc. Mas nem todos passageiros percebem isso, por estarem focados na tela de seus respectivos celulares dentro do trem e depois reclamam da lentidão, que a CPTM é um lixo, etc….é a vida!

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