Trem do Metrô bate em área de estacionamento de composições
Publicado em: 31 de agosto de 2022
Acidente ocorreu em área entre as estações Tatuapé e Belém, da linha 3 Vermelha, na zona Leste
ADAMO BAZANI
Um trem da linha 3 Vermelha do Metrô de São Paulo bateu num estacionamento provisório de composições localizado numa área entre as estações Tatuapé e Belém, na zona Leste da capital paulista. Não havia passageiros e o trem estava fora de serviço.
O local é conhecido pelos funcionários como EPB (Estacionamento Provisório do Belém).
O acidente ocorreu na manhã desta quarta-feira, 31 de agosto de 2022.
Pelas imagens obtidas pelo Diário do Transporte, a composição K07 bateu contra um cavalete de limite dos trilhos e teve a frente bastante danificada.
Parte da estrutura de ferro do limitador rasgou a frente do trem, entrou na estrutura do trem e atingiu até mesmo o console e o painel do operador.
O Diário do Transporte procurou o Metrô que confirmou a batida e disse que não haverá falta de trens na linha.
Na manhã desta quarta-feira, 31 agosto 2022, um trem que manobrava em velocidade reduzida no Pátio Belém colidiu em um equipamento de sinalização ao ser estacionado em uma das linhas. Não houve feridos. Os danos leves serão reparados em breve pela equipe de manutenção. Não haverá redução na oferta de trens pois enquanto os reparos estiverem sendo feitos, um outro trem, que estava na reserva, vai recompor a frota de trens em circulação.
Já a Fenametro (Federação Nacional dos Metroviários) atribui o acidente aos testes de um sistema de controle e sinalização de trens, chamado CBTC. O Metrô nega
A federação diz que a ausência de operador durante o teste mostrou que o sistema pode apresentar falhas e que se não fosse o cavalete parar o trem que andou sozinho, as consequências seriam mais graves. A entidade também diz que é arriscado tirar os operadores do monotrilho da linha 15-Prata que tem a mesma tecnologia
O CBTC não está em funcionamento na linha 3 e, na ocorrência não havia Operador de Trem acompanhando, pois não havia previsão de movimentação do trem.
Hoje a categoria ficou alvoroçada, pois o Metrô já formalizou ao sindicato a intenção de retirar operadores de trens de dentro do Monotrilho nas próximas semanas, linha em que funciona com CBTC.
Metrô também já anunciou que deve comprar 44 trens sem cabine.
A ocorrência de hoje foi no Pátio Belém, na Linha 3.
O funcionário da Alstom fazia simulação em software e assim como nos últimos dias, não havia Operador de Trem acompanhando, mas hoje o trem resolveu movimentar sozinho e colidiu no cavalete de final de via. Se não fosse o cavalete, o trem teria seguido para o estacionamento de carros onde na sequência fica o galpão da manutenção.
Se houvesse operador de trem, a colisão teria sido evitada com o freio de emergência, visto que o trem partiu de condição estática.
Infelizmente, a insistência em confiar num sistema que já provocou vários acidentes e a insistência em querer retirar operadores de trem, deixou a composição K07 sem condições de operar novamente sem uma reforma, pois danificou todos os engates, frente, cabine e o console de monitoramento subiu, gerando um grande prejuízo.
Foi aberta falha COPESE (Comissão Permanente de Segurança) e a bancada dos eleitos da CIPA deve chamar reunião extraordinária para tratar do assunto, mas não sabemos se a empresa vai aceitar realizar, pois em situações parecidas já se negou a convocar reunião extraordinária.
Considerando que já há problemas com falta de equipamentos e peças, será mais um trem a ser canibalizado (há trens parados, sendo usados como almoxarifado, inclusive um da frota L está também no pátio Belém e NUNCA entrou em operação, faz 7 anos e está nascendo até mato nas portas, praticamente só tem lataria, pois usaram as peças como estoque).
O sindicato e a Fenametro denunciam esse tipo de situação faz anos, mas o governo sempre empurra pra baixo do tapete e faz seus arranjos com as empresas privadas do setor pra abocanharem seus lucros, deixando o Metrô estatal sem investimentos ao mesmo tempo que subsidia fortemente as linhas privadas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


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