OUÇA: Após sete meses, Governo de São Paulo ainda não sabe o que ocasionou acidente que parou tatuzões na linha 6-Laranja

Funcionamento de um dos tatuzões começou nesta quarta-feira (31)

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

O Governo do Estado do Estado de São Paulo ainda não sabe o que ocasionou o rompimento de uma tubulação de esgoto em 1º de fevereiro de 2022 que resultou na inundação por dejetos no canteiro de obras da linha 6-Laranja de metrô na região da Ponte do Piqueri, na Marginal Tietê.

O acidente provocou a paralisação de parte do projeto e danificou os dois tatuzões que fariam os túneis.

Nesta quarta-feira, 31 de agosto de 2022, um dos equipamentos voltou a funcionar no sentido sul, em direção à estação Santa Marina.

Já o outro equipamento, que vai seguir para o lado norte da linha, deve operar em novembro deste ano.

Garcia disse que não há pressa para saber as causas e que o laudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) deve ajudar na “disputa” entre a concessionária Linha Uni (Acciona) e a Sabesp.

“O IPT está dedicado a fazer este laudo para que na disputa entre a concessionária e Sabesp se avalie exatamente o que houve naquele incidente. Então, nós não temos pressa, temos é transparência nesta investigação, porque o que vamos discutir agora é quem vai arcar com esse prejuízo, quem for responsável ou a Sabesp ou a concessionária, este prejuízo vai ser arcado por uma destas empresas.”

OUÇA:

Garcia esteve no canteiro de obras para acompanhar o reinício do tatuzão.

O governo do Estado, em nota, informou que de acordo com a concessionária Linha Uni, responsável pela operação da nova linha, o equipamento fará a perfuração em solo, com previsão de percorrer 12 metros, em média, por dia. Ainda esse ano, a outra tuneladora fará o sentido norte da linha até a futura estação Brasilândia, com escavação em rocha.

O equipamento pesa duas mil toneladas e tem 109 metros de extensão, com diâmetro de escavação de 10,6 metros. A máquina possui refeitório, cabine de enfermagem, esteira rolante para a retirada do material escavado, além de cabine de comando e equipamentos auxiliares. Entre os diferentes profissionais envolvidos na operação e logística da tuneladora, estão engenheiros, operadores, técnicos de manutenção mecânica e elétrica, agrimensores, colaboradores de maquinaria e responsáveis de saúde e segurança.

Mesmo com o acidente e os danos nos tatuzões, o Governo mantém a promessa de entrega da linha até 2025.

DADOS DA LINHA:

 LINHA 6 – LARANJA:

Retomada das obras: 06 de outubro de 2020

Previsão de entrega total: outubro de 2025

Construção e operação em PPP – Parceira Público Privada: Concessionária “Linha Universidade Participações S.A.”, liderada pelo grupo espanhol Acciona

Antigo Consórcio: Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.

Extensão: 15,3 km de extensão, entre a Vila Brasilândia (zona Noroeste) a Estação São Joaquim (região central)

Valor do empreendimento: R$ 15 bilhões

Frota: 22 trens

Demanda diária: 630 mil passageiros

Estações: Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Pompeia, Perdizes, Cardoso de Almeida, Angélica, Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim

Prazo de contrato: 19 anos para manutenção e operação.

Integrações: Sistemas de ônibus e linhas 1-Azul do Metrô, 4-Amarela operada pela concessionária ViaQuatro e 7-Rubi e 8-Diamante, ambas da CPTM

No dia 07 de julho de 2020 terminou a última prorrogação do processo do contato de caducidade com o Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.

O contrato era do Consórcio MOVE São Paulo, responsável pela construção da linha 6 Laranja do Metrô (Vila Brasilândia/São Joaquim).

O MOVE São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, assumiu o contrato de construção em 2015, mas entregou até a paralisação dos serviços, em 02 de setembro de 2016, apenas 15% das obras.

As obras estão paradas desde setembro de 2016 e assim como a atuação da MOVE SP foi controversa, a entrada da Acciona foi marcada por uma novela com ameaça do grupo espanhol não assumir o contrato, contestando valores e condições, tudo isso mesmo depois do anúncio pelo governador João Doria.

O anúncio de que a Acciona assumiria o contrato foi feito em 07 de fevereiro de 2020 pelo governo paulista. Relembre: Linha 6-Laranja do Metrô terá obras retomadas pela Acciona

A linha 6 é uma PPP – Parceria Público Privada prevê a construção, os trens e a operação da linha.

A Acciona, conglomerado espanhol formado por mais de 100 empresas e com sede em Madri, atua no Brasil desde 1996, onde conta com mais de 1500 profissionais em unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco.

Deteve por 10 anos a concessão da chamada Rodovia do Aço (BR-393), além de ter participado das obras do Porto do Açu, no Rio de Janeiro, além de dois lotes do Rodoanel Norte, em São Paulo.

Venceu licitações para a construção de linhas e estações de metrô em São Paulo (SP) e Fortaleza (CE).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Luiz Berran Frias disse:

    Saber até sabe , ninguém quer assumir o B.O , a multa será grande..

  2. laurindo junqueira disse:

    Metrô vai entrar pelo cano …

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