Na semana passada, a companhia também não obteve sucesso na licitação da estação Santana
WILLIAN MOREIRA
O Metrô de São Paulo não obteve sucesso na concessão do uso do nome (naming rights) da estação Brigadeiro da Linha 2-Verde. O resultado foi divulgado pela companhia em certame realizado nesta segunda-feira, 15 de agosto de 2022.
No processo, apenas uma proposta foi apresentada, pela empresa DSM Digital Sports Multimedia Ltda que é a mesma vencedora das estações já concedidas.
Foi efetuada a proposta de uma remuneração em R$ 40 mil mensais, o que foi recusado. Uma contraproposta no valor de R$ 130 mil foi feita, mas o Metrô também não aceitou e portanto, o processo terminou sem um vencedor.
Na semana passada houve a licitação da estação Santana da Linha 1-Azul. Na ocasião a DSM Digital ofertou R$ 40 mil mensais pela remuneração, o que também não foi aceito pela companhia.
Em discussões da negociação, foi ofertado então o valor de R$ 110 mil por mês, mas o Metrô rejeitou também, com a concorrência terminando desta forma, sem um vencedor.
O processo de concessão de naming rights começou em maio de 2021, por seis estações da companhia, dentre elas a estação Consolação. Estavam ainda: Saúde da Linha 1-Azul, Brigadeiro da Linha 2-Verde e Penha, Carrão e Anhangabaú da Linha 3-Vermelha.
Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2021/05/01/metro-abre-licitacao-para-concessao-de-naming-rights-para-estacoes-saude-penha-carrao-anhangabau-brigadeiro-e-consolacao/
Até o momento, apenas três estações tiveram seus nomes concedidos à exploração de marcas da iniciativa privada: Carrão, que assumiu o nome da rede atacadista Assaí, Saúde, pela rede de farmácias Ultrafarma e Penha, recebendo o nome das Lojas Besni.
Os contratos assinados têm os valores mensais de R$ 168 mil (Carrão), R$ 71,9 mil (Saúde) e R$ 105 mil (Penha) como pagamento pelo uso da marca.
Na época do lançamento, o Metrô divulgou que para adotar essa iniciativa encomendaria um estudo de viabilidade que mostrava o potencial da marca da Companhia e de suas estações, por onde chegam a passar 4 milhões de pessoas diariamente (números de antes da pandemia).
A premissa do projeto era a manutenção do nome da estação, agregando o nome da marca ou produto como um sobrenome, sem comprometer a identificação do serviço.
O Metrô se espelha em mais de 10 sistema de metrô da América do Norte, Europa e Ásia onde já é feita a utilização dos chamados “naming rights”.
Willian Moreira para o Diário do Transporte
