VLTs de Moscou recebem 150 mil dólares de motoristas de automóveis por atrasos provocados no transporte público
Publicado em: 15 de agosto de 2022
Advogados do Departamento de Transporte da capital russa recorrem ao tribunal para exigir indenização dos culpados, que atrasam o deslocamento de passageiros
ALEXANDRE PELEGI
O Departamento de Transportes de Moscou informa que desde janeiro deste ano o Metrô da capital russa, que administra o sistema de VLTs, recuperou 9 milhões de rublos (cerca de 150 mil dólares ou 740 mil reais) devido à interrupção no tráfego dos bondes provocada por motoristas de carros particulares.
Afirmando ser uma prática regular, os advogados da estatal russa recorrem ao tribunal para recuperar os danos causados por motoristas em caso de longos atrasos no transporte urbano.
Ao calcular as perdas, os advogados levam em consideração para o cálculo dos danos, o número de viagens canceladas, sua duração, o tempo de atraso e o número de passageiros que poderiam se locomover durante esse período.
Hoje, de acordo com o Departamento de Transporte, os tribunais estão analisando reivindicações pelos atrasos que somam mais de 25 milhões de rublos (cerca de 400 mil dólares ou mais de 200 milhões de reais).
De acordo com o comunicado da autoridade russa, os motoristas de carro são responsáveis por 90% dos acidentes nas linhas de bonde. Por causa disso, há atrasos nas linhas, o que faz com que centenas de pessoas não consigam chegar aos lugares de que precisam.
“Pedimos aos motoristas que estejam extremamente atentos perto dos trilhos do bonde e obedeçam às regras de trânsito”, diz Maksim Liksutov, vice-prefeito de Moscou para Transportes.
A rede de bondes (VLTs) de Moscou foi transferida para o Metrô da capital russa em 2021. Isso implicou na rede de bondes, quatro terminais de ônibus internacionais e duas estações de ônibus. Mais de 6 mil funcionários foram transferidos para a companhia.
O Departamento Jurídico do Metrô ajudou a implementar a transferência de forma rápida e o mais conveniente possível para os passageiros.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



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