Ônibus Euro 6 da Mercedes-Benz têm dispositivo para evitar adulterações e garantir cumprimento de normas de restrição a poluentes

Três módulos atuam para a diminuição da poluição: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva)

ADAMO BAZANI

A Mercedes-Benz informou que sua linha de ônibus que vão seguir os padrões internacionais de restrição às emissões com base na norma Euro 6, que se torna obrigatória em janeiro de 2023 no Brasil, conta com uma tecnologia desenvolvida para evitar fraudes e garantir que os índices que serão exigidos por legislação sejam de fato cumpridos.

Trata-se do On Board Diagnostics (OBD) que, de acordo com a montadora, tem o objetivo é evitar adulterações e facilitar o reparo de falhas relacionadas a emissões.

A fabricante diz que este componente detecta falhas, alerta o motorista, armazena códigos de falhas e restringe o desempenho do motor.

COMO FUNCIONA A REDUÇÃO DE EMISSÕES:

A montadora também explicou, por meio de nota, como os motores Euro 6 vão reduzir as emissões de gases em proporção maior que a atual norma Euro 5.

Os resultados de reduções são alcançados pelo funcionamento simultâneo de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Segundo a Mercedes-Benz, para o gerenciamento térmico dos gases do motor, a tecnologia BlueTec 6 (nome comercial da linha de produtos) inclui a Válvula EGF com borboleta no tubo de escape.

Com isso, a borboleta da válvula do freio-motor pneumático tradicional, usado para frenagem do veículo, foi substituída por um atuador remoto inteligente que controla eletronicamente a posição. A função, de acordo com a empresa, é aumentar a temperatura dos gases do motor para o sistema de pós-tratamento para início de operação.

Os motores Euro 6 da Mercedes-Benz podem receber Biodiesel até 15%, com Diesel S10, como para outros biocombustíveis alternativos, como o HVO com 100%.

A Mercedes-Benz relaciona a nova linha de motores com os respectivos chassis:

  • OM 924 LA: 163 cv / 610 Nm (LO 916)
  • OM 924 LA: 185 cv / 700 Nm (OF 1519 R e OF 1619)
  • OM 924 LA: 208 cv / 780 Nm (OF 1621, OF 1721 e OF 1721 L)
  • OM 926 LA: 260 cv / 900 Nm (OF 1726 e OF 1726 L)
  • OM 926 LA: 286 cv / 1.100 Nm (O 500 U e O 500 M)
  • OM 926 LA: 310 cv / 1.250 Nm (O 500 R)
  • OM 460 LA: 381 cv / 1.900 Nm (O 500 MA, O 500 UA, O 500 MDA, O 500 UDA, O 500 RS e O 500 RSD)
  • OM 460 LA: 449 cv / 2.200 Nm (O 500 RSD e O 500 RSDD)

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Guilherme Kasburgson disse:

    E a MBB sumiu com o OM 471?? E vai manter o OM460 absolutamente superado para o Euro 6??? Da um tempo….

  2. Filipe Lima disse:

    Como é que os OM924, OM926 e OM460, de concepção euro 3, estão trabalhando naturalmente para atingir as normas euro 6? Primeiro DOC+SCR+DPF, mas também a válvula para aumentar a temperatura de gases, e também é necessário um dispositivo para evitar fraudes durante a operação. E quanto ao funcionamento se qualquer um deles for deliberadamente desativado? Na época do ESG, eu estou achando mal esclarecida essa questão. Sei que para os principais clientes da mercedes, manter essa família foi ótima, por que para eles, norma de emissões nunca foi prioridade, mas custo de manutenção sim. Mas para a sociedade civil, que está cada vez mais interessada em mudanças climáticas e poluição nas cidades, tantos dispositivos de ‘segurança’ em um projeto tão antigo, é questionável do ponto de vista das escolhas e das intenções. Seria bom esclarecer isso aí de verdade…

  3. Zé Tros disse:

    Primeiro que os motores não são Euro 3, são Euro 5. Segundo é que não é que o dispositivo seja necessário, mas foi colocado pq atualmente com o Euro 5, muitos caminhoneiros fraudaram o dispositivo de controle para não comprarem o Arla 32 necessário para o cumprimento das normas.
    O sistema trabalha com os 3 módulos funcionando simultaneamente para atender ao Euro 6, caso um dele seja desativado, o OBD vai detectar a falha, diminuir potência e torque do motor até o sistema ser reparado.
    Não tem o que esclarecer, se os motores não fossem adequados, não teriam sido homologados e não estariam atendendo as normas Euro 6. Ou vc acha que as outras fabricantes estão usando novos motores ao invés dos que elas já utilizam atualmente?.

  4. Zé Tros disse:

    Guilherme, se o OM-460 fosse “absolutamente superado para o Euro 6”, ele não estaria exatamente atendendo ao Euro 6, e muito menos seria homologado pra isso. Todas as outras fabricantes estão usando os mesmos motores, logo, isso não é exclusividade da Mercedes.

  5. vilmar francisquetti disse:

    qual a temperatura maxima que pode atingir no cofre do motor em um onibus com chassi 0500 UDA?

  6. Mauro Jardim disse:

    A MERCEDES BENZ MATOU O RECURSO DO FREIO MOTOR NOS ÔNIBUS , UM ITEM DE GRANDE UTILIDADE NA OPERAÇÃO. TOMOU ESTA DECISÃO PARA ATENDER AS CONDIÇÕES DO SISTEMA EURO 6, ESTA AÇÃO FOI UM DESASTRE NA OPERAÇÃO LONAS, DE FREIO SE DESINTEGRANDO COM 10.00KM 15.000KM DEPENDENDO DA
    OPERAÇÃO, UM RISCO A OPERAÇÃO DE FETEAMENTO E RODOVIÁRIA, MUDANÇAS NA MANUTENÇÃO E MAIORES CUSTOS NA REPARAÇÃO SE OS MODELOS EURO 6 VÃO CONSUMIR MAIS ARLA E MAIS DIESEL ACRECENTE TAMBEM MAIS LONAS E MAIS TAMBORES DE FREIO.

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