Abrati diz que 96% das empresas do setor rodoviário de passageiros têm mais de um canal de venda digital de passagens
Publicado em: 3 de agosto de 2022
Associação afirma que isso demonstra esforços das viações para atender novo comportamento do consumidor
ALEXANDRE PELEGI
Dados recentes da Abrati – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros, apontam que a digitalização é um fator relevante: 96% das empresas regulares do setor possuem mais de um canal de venda digital.
Segundo a Associação, as vendas online se consolidaram como parte essencial da estratégia do transporte rodoviário de passageiros, à semelhança do que já acontece com vários negócios.
A Abrati acredita que a digitalização foi acelerada especialmente pela urgência e a mudança de comportamento do consumidor durante os anos da pandemia da Covid-19.
A porta-voz da Abrati, Letícia Pineschi, ressalta que o digital avançou de maneira acelerada nos últimos anos.
“Atualmente as empresas do setor rodoviário possuem diversos pontos de vendas digitais exclusivos para aquisição de passagens. Isso inclui websites, aplicativos, chats online, e-mails, whatsApp e as redes sociais das viações, além de parcerias com marketplaces para venda de passagens”, destaca Pineschi.
Segundo a representante da Associação que reúne as principais empresas de ônibus que realizam o transporte interestadual regular, o perfil do consumidor mudou, apesar dos guichês para a compra de passagens seguirem presentes nos terminais rodoviários. Esse movimento comportamental levou as viações a embarcarem de vez no mundo online.
“Tudo isso representou um ganho de competitividade que está chegando aos usuários na forma de facilidade de serviços e ofertas de promoções de passagens”, conta Letícia.
Ela cita como exemplo recente a loja no Metaverso da Viação Garcia. Com a ação, a Garcia permitirá possibilidades ilimitadas aos passageiros, que poderão ingressar em um ônibus da empresa por meio de imagens em 360 graus utilizando um avatar e, assim, conhecer detalhes do espaço interno, explorar o ambiente e realizar a compra da passagem.
Outro exemplo recente e marcante é o projeto “Virada Digital” da Viação Águia Branca, que aprimorou a estratégia de relacionamento com o cliente. Com uma reestruturação do e-commerce e a da implementação do CRM, a Águia Branca conseguiu em apenas 18 meses, alcançar resultados exponenciais no ambiente digital e, atualmente, o e-commerce próprio já corresponde a quase 50% das vendas.
Ela cita ainda a Aarim, empresa de tecnologia especializada em chatbots, que desenvolveu uma solução completa para o setor rodoviário, com diversas integrações com sistemas de reserva e serviços de pagamento, reconhecimento de voz, inteligência artificial, atendimento, entre outros. Essa solução permite ao cliente pesquisar passagens, marcar o assento no ônibus, fazer o pagamento e receber o bilhete eletrônico (BPe) sem sair do whatsApp. Mais: com o atendimento através do robô, a solução é totalmente escalável e está sempre disponível: 24h por dia, 7 dias por semana.
Letícia conclui que todo esse movimento na busca de acompanhar o novo comportamento do cliente está permitindo que o setor cresça, mesmo em um período econômico de grande dificuldade.
Ela destaca que são fatores que contribuem para que o consumidor busque cada vez mais o ambiente digital para a compra de passagens de ônibus.
A DeÔnibus, uma das plataformas de venda de passagens rodoviárias pela internet, estima que, até 2025, 50% das vendas serão online. O sistema que a empresa oferece permite suporte às viações com captação de clientes e vendas, buscador de rotas customizado e conexões entre rotas.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Espero muito que ano que vem mude um pouco esta questão de aquisição de passagens, caso ainda tenhamos a ideia de “transporte gestionado pelo poder público”. O ideal, dado que o transporte rodoviário de longa distância tem função pública concessionada, seria o da ANTT fazer ou ter um setor criado para bilhetagem centralizada. Ou seja, o poder público ficaria responsável pela bilhetagem ao invés das empresas, com isso podendo facilitar a aplicação de gratuidades previstas em lei, ou até mesmo coordenar os custos e descontos para que o valor por empresa seja justo e dê o lucro correto (não abusivo) aos mesmos.
Ou então que na verdade a aquisição de passagens seja fácil por qualquer canal, mas ao mesmo tempo feita de forma segura, sem possibilidades de fraudes ou falhas. Com a devida fiscalização do poder público, claro. Agora se as empresas querem só lucrar, então que empresas tipo Buser e cia continuem infernizando o mercado, já que lucro por lucro, melhor ver empresários brigando entre si.
Muito boa matéria
Reginaldo, se quiser fazer propaganda no site, comentário não é o melhor espaço.
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