Mais de 2,8 mil veículos foram abandonados no entorno das rodovias de São Paulo no primeiro semestre de 2022

Foto: Divulgação/ARTESP

Situação pode comprometer segurança viária e saúde pública

ARTHUR FERRARI

Observar veículos abandonados nas rodovias tem se tornado cada vez mais comum, mas além de comprometer a segurança viária, dependendo de onde o veículo for deixado, há também o risco à saúde, pois as carcaças dos automóveis podem servir de criadouro do mosquito Aedes Aegypti, que se reproduz em águas paradas e transmite a dengue.

Um levantamento feito pela ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) revela que, no primeiro semestre de 2022, foram abandonados 2.869 veículos na faixa de domínio dos mais de dez mil quilômetros de malha concedida do Estado de São Paulo, seja em meio às áreas verdes sob responsabilidade das concessionárias ou nos acostamentos das rodovias. O número representa um aumento de 11% na comparação com 2021, quando ocorreram 2.580 ocorrências no mesmo período.

José Tavares de Morais Filho, supervisor de Operações da ARTESP, alerta que, “Veículos abandonados podem comprometer a segurança viária se estiverem próximos às rodovias. Mas, o principal risco é para a saúde das comunidades, já que há o acúmulo de sujeira e de água parada que potencializam a criação de mosquitos causadores de doenças como a dengue, zika e chikungunya”.

É importante ressaltar que quando o veículo é abandonado em áreas verdes ou trechos de mata, como canteiros centrais ou na lateral da pista, a Polícia Militar Rodoviária é acionada para verificação da procedência do automóvel e providenciar as medidas legais cabíveis.

Já nos casos em que o veículo é deixado no acostamento, devido a problemas mecânicos, por exemplo, a concessionária entra em contato com o proprietário para que ele providencie a retirada, já que a situação pode comprometer a segurança de quem trafega na rodovia. Caso o automóvel esteja quebrado, um guincho da concessionária fará a remoção para uma base do Serviço de Atendimento ao Usuário.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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