Câmara aprova em dois turnos PEC que concede benefícios para caminheiros e gratuidade de idosos no transporte urbano
Publicado em: 13 de julho de 2022
Destaques foram todos rejeitados, e deputados mantiveram o texto base aprovado no Senado
ALEXANDRE PELEGI
A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira, 13 de julho de 2022, todos os destaques encaminhados à Proposta de Emenda à Constituição do Estado de Emergência (PEC 15/22).
Com a rejeição, o texto seguiu para segunda votação, quando recebeu 469 votos a favor e apenas 17 votos contrários, com duas abstenções.
A votação demorou diante das várias tentativas de partidos de oposição de obstruir o processo.
A oposição reclamou bastante das manobras feitas pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, principalmente a que permitiu que mesmo os deputados ausentes pudessem votar na matéria.
Isso porque, ao sustar a votação na noite dessa terça (12) após problemas técnicos no painel, a sessão desta quarta funcionou como uma continuidade, e permitiu que os parlamentares que marcaram presença pudessem votar remotamente.
Isso garantiu o quórum necessário para aprovar a PEC, que precisa de votos favoráveis de 308 deputados presentes.
O parecer do deputado Danilo Forte (União-CE), que assumiu a relatoria, manteve o texto aprovado no Senado, e foi aprovado pela Comissão Especial, seguindo para discussão em Plenário.
A PEC aprovada no Senado (PEC 1/22) foi apensada à proposta de emenda à Constituição que trata de estímulos tributários aos biocombustíveis (PEC 15/22).
Danilo Forte manteve no texto a previsão de manter-se o estado de emergência até 31 de dezembro, justificado pela elevação “extraordinária e imprevisível” dos preços do petróleo, combustíveis e seus impactos sociais.
A utilização do Estado de Emergência tem sido bastante criticada por economistas e políticos ao permitir que o governo amplie benefícios sociais que seriam vetados em ano eleitoral.
Com a tramitação conjunta da PEC 15/22 o texto manteve o regime fiscal diferenciado para os biocombustíveis, com vantagens sobre combustíveis fósseis.
Como mostrou o Diário do Transporte, a PEC vai atender a diferentes setores sociais.
Veja a seguir:
Gratuidade de idosos no transporte público: compensação de recursos aos Estados para cobrir os gastos com o benefício, com custo estimado em R$ 2,5 bilhões;
Bolsa Família, atual Auxílio Brasil: ampliação de R$ 200 no benefício, passando para R$ 600 mensais; cadastramento de 1,6 milhão de novas famílias, com custo estimado total de R$ 26 bilhões;
Auxílio Diesel para caminhoneiros: benefício de R$ 1 mil mensais, a um custo estimado de R$ 5,4 bilhões;
Vale-Gás: pagamento de R$ 60 por botijão de 13 kg a cada dois meses, com custo estimado em R$ 1,05 bilhão);
Estímulo ao Etanol: repasse de até R$ 3,8 bilhões para que governos estaduais mantenham oo ICMS em 12% sobre o combustível.
Taxistas: auxílio para compensar os gastos com combustível. Custo estimado de R$ 2 bilhões;
Alimenta Brasil: suplementação orçamentária de R$ 500 milhões.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Gostaria de saber se trens, metro e ônibus intermunicipal entram na gratuidade da pec?