Infrações por recusas a bafômetro no estado de São Paulo batem recorde em junho

Operação Direção Segura Integrada do Detran.SP aponta que 485 motoristas se recusaram a soprar o equipamento

ALEXANDRE PELEGI

O mês de junho de 2022 foi o que mais registrou multas a motoristas por recusa ao teste de etilômetro (bafômetro) no Estado de São Paulo.

Foram 485 autuações, o que corresponde a 93,4% do total de infrações por alcoolemia do mês, que registrou 519 casos.

Esse número é 1,4% superior ao registrado no mês de maio, quando a quantidade de motoristas que se recusaram a soprar o equipamento foi de 478 condutores. Na ocasião, foram contabilizadas 585 infrações.

Os dados são do Detran.SP (Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo), coletados durante as fiscalizações da Operação Direção Segura Integrada (ODSI), que acontece desde o início de 2022.

Os motoristas que se recusaram a soprar o equipamento responderão a processo de suspensão da carteira de habilitação, além da multa de R$ 2.934,70.

Caso haja reincidência no período de 12 meses, a pena será aplicada em dobro, ou seja, R$ 5.869,40, além da cassação da CNH.

Além dos 485 motoristas que se recusaram a realizar o teste, outros 28, que sopraram o bafômetro, testaram positivo por dirigir sob influência de álcool, após o equipamento apontar até 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido.

O Detran.SP lembra que tanto dirigir sob a influência de álcool quanto recusar-se a soprar o bafômetro são consideradas infrações gravíssimas, de acordo com os artigos 165 e 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Outros seis motoristas (1,15% do total das infrações) foram multados por embriaguez ao volante. No teste de alcoolemia apresentaram mais de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido, e responderão na Justiça por crime de trânsito. Em caso de condenação, poderão cumprir de seis meses a três anos de prisão.

No total, 10.984 veículos foram fiscalizados em 29 municípios paulistas, com a aplicação de ações que visam a prevenção e redução de acidentes e mortes no trânsito causados pelo consumo de álcool combinado com direção. “Foi o maior número de operações realizadas no ano pelas equipes, compostas por agentes do Detran.SP e das polícias Militar, Civil e Técnico-Científica”, diz em nota o departamento de trânsito.

As blitze foram realizadas nas cidades de São Paulo, Fernandópolis, Rio Claro, Indaiatuba, Olímpia, Piracicaba, Osasco, Penápolis, São Vicente, Salto, Santo André, Bragança Paulista, Presidente Prudente, Americana, São José do Rio Preto, Campos do Jordão, Bauru, Votuporanga, Ribeirão Preto, Botucatu, Araçatuba, Brodowski, Peruíbe, Campinas, Novo Horizonte, Dracena, Guarulhos, Mauá e Pindamonhangaba.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

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  1. À aquele dito que ninguém pode produzir provas contra si, o Detran deveria simplesmente, com presença de testemunha, fazer o auto de ocorrencia, evitando assim o oficial de perder tempo com o bebum, fazendo o que se deve ser feito pela legislação. Olhem que em diversos “postos” de gasolina, urbano, tem PIT STOP de cervejas, nas estradas é possivel achar em restaurantes, boteco de beira de estradas algum alcool pra encher o “tanque” do cara. Com isso o trabalho do policial rodoviário vai prá outro canto, que deveria ser na vdd, ver casos de irregularidades no veiculo. É o famoso ENXUGAR GELO: De um lado a contenção, de outro a dispersão, vendas, propagandas, (as empresas devem pensar: que se matem!). Mas o que é mais intrigante, e pouca gente vê, é o lixo produzido nas vias com arremessos de garrafas, latas e até algumas PETs cheia de urinas na sarjetas da cidade, de tanto que enchem o bucho(bexiga) de cervejas,,,afora aqueles que doidamente atiram garrafas de cervejas (à noite) em portas alheias, estilhaçando na casa da gente. (Isso porque não falei das mulheres que agora entram nessa roda de consumo)

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