Metrô de São Paulo vende terreno de mais de 600 m² ao lado da estação Paraíso
Publicado em: 27 de junho de 2022
Estatal está se desfazendo de imóveis que não têm uso para as operações do sistema
ADAMO BAZANI
Quem passar pela estação Paraíso da linha 2-Verde do Metrô de São Paulo vai ver uma placa de “Vende-se”, iguais às colocadas pelas imobiliárias em casas, apartamentos e imóveis comerciais privados.
Com 628,36m², a área é formada por dois lotes, um deles, de frente para a rua Vergueiro, que é o maior.
No site do Metrô, é discriminado um valor de IPTU de R$ 60 mil. O valor geral ocorre por negociações.
A área hoje é usada pelo escritório de projetos da GE2, que é a Gerência do Empreendimento Linha 2-Verde responsável pelo gerenciamento da implementação da construção da Linha 2-Verde (que está em expansão), montagem de sistemas, obras especiais e coordenação técnica dos empreendimentos associados sob responsabilidade da Companhia do Metropolitano de São Paulo.
Em breve, a unidade vai se mudar para um novo local próximo da obra e o imóvel vai ficar vazio.
A venda faz parte de uma estratégia do Metrô de se desfazer de imóveis que não têm uso operacional, ou seja, não é destinado para os trens, estações, pátios, gerenciamentos, etc.
Com essa política, em seu portal, o Metrô diz que espera contribuir para redução de custos, alívio na pressão pela tarifa e melhorar a saúde financeira da empresa, que sentiu o baque da redução de passageiros por causa da pandemia.
A companhia ainda destacou as atratividades do imóvel.
“É um terreno com ótima localização para imóveis de comercio de rua. As calçadas tem bom movimento de pedestres, é próximo de um dos acessos mais movimentados da estação Paraiso e tem boa visibilidade para os carros que passam na rua Vergueiro e na av. Bernardino de Campos (av. Paulista). O terreno tem boa atratividade para construção de edifícios de uso misto (térreo de lojas, escritórios na sobre loja e residencial no restante), pois o zoneamento do Plano Diretor permite construir o dobro que em outros terrenos (ZEU)”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Seu esse terreno foi fruto de desapropriação pelo Metrô com finalidade específica não pode ser vendido