Dicionário do transporte: conheça os principais termos utilizados pelos trabalhadores do setor

'Transportês' torna o dia a dia mais divertido nas garagens. Foto: Alexandre Maciel / Divulgação.

Glossário foi criado com base no dia a dia dos rodoviários de Sorocaba (SP)

JESSICA MARQUES

Nenhum passageiro gosta de “meia roda”, “roda presa” ou “casca dura”. Já os motoristas temem o “camisa branca” ou o “chefia”.

Não entendeu nada? Estes são alguns dos principais termos usados por funcionários do setor de transportes.

Em homenagem a este “dialeto” que surgiu no dia a dia das garagens, o BRT de Sorocaba criou um glossário.

A lista de palavras e expressões foi gerada com base no dia a dia dos rodoviários de Sorocaba (SP).

Seja nos terminais, nas estações, nos pontos de parada, na garagem ou dentro dos ônibus, o “transportês” é a língua-mãe que conecta todos os colaboradores e ajuda na comunicação diária durante a realização das atividades.

Entre funcionários é comum ouvir que um colega é “padrão”, que no começo do trajeto “bate lata” ou que chegou o momento de “bater lavanca”.

Aqueles que conseguem uma escala boa são chamados de “peixe”. Se for motorista novato é batizado de “calça branca”.

Além disso, todos os dias próximo ao meio-dia é “hora do galo de briga”. Por não serem expressões comuns para o público geral torna-se difícil de entender, mas dentro das empresas BRT e Consor, a comunicação flui muito bem.

Confira o glossário e fique por dentro:

Bater lata: andar com ônibus vazio.

0800: passageiro gratuito.

Padrão: dirige articulados.

Peixe: tem a melhor escala.

Meia roda: motorista barbeiro.

Roda presa: motorista lerdo.

Pegou ar: o motorista ficou bravo.

Casca dura: motorista grosseiro.

Calça branca: motorista novato.

Camisa branca: fiscal.

Chefia: supervisor.

Bater lavanca: hora de trabalhar.

Passariando: motorista que anda com o ônibus em zigue-zague.

Encarroçado: quando o manobrista passa para o motorista.

40 janela: ônibus.

Hora do galo de briga: almoço.

QRX: refeição ou lanche.

Pelego: puxa saco.

QRU: namorada/esquema.

B.O: problema.

Treta: briga ou encrenca.

QTH: local.

QTR: hora exata.

QSL: entendido.

QTA: deixa quieto.

QTO: banheiro.

X9: quem entrega.

TKS: obrigado.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. laurindo junqueira disse:

    Excelente ideia essa, a de Sorocaba! Que tal incentivar toda a nossa Comunidade Transporteira a fazer o mesmo? Lembremo-nos de “Navio Negreiro”, o ônibus que recolhia, desde as 3h da matina, os motoristas e cobradores que iriam atender ao pico da manhã? E “dedo-duro”, então? E o termo “sujou!”, quando a chefia chega até o pedaço? E “Alicate”, para os mecânicos que conseguem tirar as 10 porcas da roda sem usar alicate? E “Rádio Peão”, para a agência de notícias que corre solta entre os operadores, fiscais, inspetores, motoristas e cobradores?

  2. Haviam o Negreiro>> coletivos lançados em 83 que pegavam passageiros entre 2 da manhã e madrugada, da CMTC aqui na capital..Zona leste..

  3. Bruno M disse:

    E esqueceram do termo “gancho”, quando o motorista é suspenso devido a problemas ou infração e o “embaçado”, que significa complicado, usado quando alguém pede carona !!

  4. Welton Lima Rodrigues disse:

    Faltou o principal ! PÉ DE CABRA= Amante

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