VÍDEOS: CPTM desenvolve “prancha/ponte” para transferir passageiros de um trem para outro em caso de paralisação entre as estações

Simulação foi feita também com cadeira de rodas

Após definição das especificações técnicas, equipamento vai ser produzido em escala. Prancha pode, inclusive, receber cadeira de rodas

ADAMO BAZANI

Não são raras as imagens de passageiros tendo de ser transferidos de um trem para o outro quando ocorrem defeitos durante a viagem, entre as estações.

Pelo fato de os trens terem uma altura significativa entre o solo e o assoalho, este procedimento de transferência é repleto de riscos.

A CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos) informou nesta quarta-feira, 25 de maio de 2022, que desenvolveu uma espécie de “prancha/ponte” para deixar o transbordo entre os trens na via mais seguro e rápido.

Segundo a CPTM, a “prancha foi testada em simulação de transbordo durante as madrugadas e provou ser bem-sucedida”.

O equipamento também pode receber cadeira de rodas, de acordo com a companhia.

O desenvolvimento da prancha foi feito pelos profissionais das áreas de Manutenção, Operação, Estações, CCO e Oficinas, coordenada pela área de Engenharia de manutenção da CPTM.

Agora, falta finalizar as especificações técnicas do produto, que envolvem espessura, tamanho, tipo de material e travamento, entre outros itens, para posterior aprovação da diretoria. Após essa etapa, a CPTM diz que deve preparar os trâmites para produção em escala do equipamento. A previsão é que ainda neste ano de 2022 o equipamento esteja em processo de fabricação.

O protótipo possui 80 centímetros de largura por 2,20 metros de cumprimento. Para casos com distâncias maiores, a CPTM diz que também está trabalhando em um protótipo de escada móvel.

Os locais onde ficarão esta prancha/ponte já são estudados.

Para isso, a CPTM informou que equipe técnicas estão mapeando todos os pontos das linhas levando em conta desnivelamento e superelevação.

Um levantamento de viabilidade preliminar de uso da prancha portátil para o transbordo entre trens aponta que 76% de trechos da Linha 7-Rubi podem fazer uso desse recurso, 10% inviável e 14% ainda pendentes de análise. Já na Linha 10-Turquesa, a medição mostrou que 45% dos trechos são viáveis, 22% inviável e 33% pendentes.

Em nota, o diretor de Operação e Manutenção da CPTM, Luiz Eduardo Argenton, disse que o uso da prancha será apenas em último caso e que, em casos de paradas de trem no meio da via por qualquer ocorrência, a companhia possui estratégias operacionais prioritárias para levar o trem à plataforma onde o desembarque é adequado para o passageiro.

“Investimos em manutenção, treinamento e soluções tecnológicas para garantir a confiabilidade do sistema e dos trens e evitar situações de desembarque na via”

Entre os procedimentos pré-definidos está o reboque de trens com acoplamento de uma composição na outra até chegar à estação mais perto.

Pelo projeto da CPTM, as pranchas vão estar distribuídas estrategicamente nas estações para chegar com rapidez ao ponto de transbordo.

Veja os vídeos:

 

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Eddie Hunter disse:

    Parabéns aos envolvidos da CPTM por desenvolverem algo tão óbvio que já deveria existir desde o início das operações da empresa no estado em 1992.
    Acho que deve ser para comemorar os 30 anos de operação.
    Bem, pelo tempo de projeto e desenvolvimento, provavelmente devem ter engenheiros do ITA e até mesmo cybers programadores do MIT envolvidos em um projeto tão ambicioso e inivador como esse.

  2. Mariana Tratoria Spectaculare disse:

    Antes fosse tão fácil assim. Numa emergência, é nego pulando pra tudo quanto é lado. Ou vocês acham que será nessa calmaria?? E ainda com essa musiquinha tranquila? Kkkkkkkkkk piada!

  3. Já havia citado aqui, de um projeto para transporte, transferencia de cadeirantes entre plataformas, caso de Santo André,,,é fincagem de um poste metálico de solo, hidráulico (como elevador de posto de gasolina), escamoteável tipo hélice,,, com controle remoto na plataforma 1, como no caso de elevadores de onibus, em que um operário possa manusear, para outra plataforma atravessando a linha, mas com aviso sonoro, de luz, para que a composição não colida e recolha rente ao nível do piso, ou que se faça o procedimento de transferencia, assim que a composição saia da estão, tempo suficiente para essa transferencia de cadeirante, com segurança total….

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