Custo do transporte coletivo: para Frente de Prefeitos, reajuste do diesel foi a gota d’água

Descontrole sobre um dos principais insumos que afetam os serviços de ônibus nas cidades põe por terra esforço de prefeituras em manter atendimento à população

ALEXANDRE PELEGI

Depois das empresas de ônibus de todo o país manifestarem sua revolta diante de mais um aumento no preço do diesel, agora chegou a vez dos prefeitos das principais capitais manifestarem sua preocupação diante do grave cenário do transporte urbano.

Para o presidente da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) e prefeito de Aracaju, no Sergipe, Edvaldo Nogueira, o novo aumento de 8,87% no preço do diesel, anunciado nessa segunda-feira (09) pela Petrobrás pode deflagrar uma série de reajustes de tarifas nos municípios. Relembre:

Diesel mais caro pode aumentar tarifas, além de reduzir frota do transporte coletivo nas ruas, alerta NTU

Para os representantes da FNP, que reúne prefeitos das maiores cidades brasileiras, a situação pode caminhar para uma volta ao ano de 2013, quando protestos contra aumento de tarifas explodiram em gigantescas manifestações de rua.

Para o presidente da Frente, houve um esforço brutal dos prefeitos para não reajustar o valor das passagens do transporte urbano, mas agora isso se torna inviável. Para o presidente da FNP, foi a gota d’água.

A alternativa emergencial que resta para evitar o pior, o colapso do sistema, é a aprovação do Projeto de Lei que cria o PNAMI – Programa Nacional de Assistência à Mobilidade dos Idosos em Áreas Urbanas. O Programa repassaria recursos em torno de R$ 5 bilhões do Orçamento da União a estados, Distrito Federal e municípios, garantindo a gratuidade para os maiores de 65 anos no sistema de transporte coletivo urbano.

O problema é que o PL 4.392/2021 ainda tramita na Câmara e não há previsão de ser votado. Relembre:

Câmara aprova regime de urgência para votação de PL de subsídios a idosos em ônibus, trens e metrô em todo País

Os prefeitos da FNP, no entanto, querem algo mais do que alternativa emergencial. “O desafio é estruturante, e demanda pactuação federativa“, afirmou Edvaldo Nogueira nesta terça-feira, 10 de maio de 2022.

 

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

Deixe uma resposta