Diário no Sul

Rodoviários de Curitiba (PR) firmam acordo para evitar greve de ônibus

Transporte coletivo opera normalmente. Foto: Luiz Costa /SMCS.

Empresas informam que, após repasse da Urbs, farão pagamento dos salários atrasados

JESSICA MARQUES

Os rodoviários de Curitiba (PR) firmaram um acordo para evitar uma greve de ônibus na capital. A audiência sobre o tema foi realizada nesta quinta-feira, 28 de abril de 2022.

Na ocasião, estiveram presentes representantes do Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana), do Setransp (Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba) e da Urbs (Urbanização de Curitiba).

“O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp) informa que, com a entrada dos repasses feitos pela Urbanização de Curitiba (Urbs) até esta quinta-feira (28), as operadoras vão ajustar a situação do atraso com seus colaboradores o mais rápido possível”, informou o sindicato das empresas.

“Para o pagamento da folha, no quinto dia útil do próximo mês, as empresas aguardam os repasses da Urbs, conforme tarifa técnica vigente e seguindo a programação contratual, para que esse problema não se repita”, detalhou também.

Confira a ata da reunião, divulgada pelo Sindimoc:

Por sua vez, a Urbs informa que os pagamentos estão em dia até 24 de abril e o repasse que venceu foi referente a R$ 2,44 milhões, que venceram em 27 de abril.

Além disso, a empresa informou que aguarda a aprovação da Câmara Municipal do projeto de suplementação orçamentária de R$ 174 milhões, que será usado, em sua maior parte, para fazer frente ao déficit do sistema em 2022.

O município também informou que aguarda a assinatura do convênio com o Governo do Estado para o repasse de subsídio ao transporte coletivo.

“A Urbs reitera que tem feito esforços para acelerar os dois projetos e assim evitar atrasos nos pagamentos às empresas. O transporte coletivo prevê um déficit de R$ 154 milhões em 2022, gerado pela diferença entre a tarifa técnica (R$ 6,37) – que é a efetivamente paga às empresas – e a social, paga pelo usuário, de R$ 5,50. A diferença é coberta por subsídio do poder público”, informou à mídia local.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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