Rodoviários de Curitiba (PR) firmam acordo para evitar greve de ônibus
Publicado em: 29 de abril de 2022
Empresas informam que, após repasse da Urbs, farão pagamento dos salários atrasados
JESSICA MARQUES
Os rodoviários de Curitiba (PR) firmaram um acordo para evitar uma greve de ônibus na capital. A audiência sobre o tema foi realizada nesta quinta-feira, 28 de abril de 2022.
Na ocasião, estiveram presentes representantes do Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana), do Setransp (Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba) e da Urbs (Urbanização de Curitiba).
“O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp) informa que, com a entrada dos repasses feitos pela Urbanização de Curitiba (Urbs) até esta quinta-feira (28), as operadoras vão ajustar a situação do atraso com seus colaboradores o mais rápido possível”, informou o sindicato das empresas.
“Para o pagamento da folha, no quinto dia útil do próximo mês, as empresas aguardam os repasses da Urbs, conforme tarifa técnica vigente e seguindo a programação contratual, para que esse problema não se repita”, detalhou também.
Confira a ata da reunião, divulgada pelo Sindimoc:

Por sua vez, a Urbs informa que os pagamentos estão em dia até 24 de abril e o repasse que venceu foi referente a R$ 2,44 milhões, que venceram em 27 de abril.
Além disso, a empresa informou que aguarda a aprovação da Câmara Municipal do projeto de suplementação orçamentária de R$ 174 milhões, que será usado, em sua maior parte, para fazer frente ao déficit do sistema em 2022.
O município também informou que aguarda a assinatura do convênio com o Governo do Estado para o repasse de subsídio ao transporte coletivo.
“A Urbs reitera que tem feito esforços para acelerar os dois projetos e assim evitar atrasos nos pagamentos às empresas. O transporte coletivo prevê um déficit de R$ 154 milhões em 2022, gerado pela diferença entre a tarifa técnica (R$ 6,37) – que é a efetivamente paga às empresas – e a social, paga pelo usuário, de R$ 5,50. A diferença é coberta por subsídio do poder público”, informou à mídia local.
Jessica Marques para o Diário do Transporte

