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Prefeitura de SP vai alterar quase 600 linhas de ônibus e códigos de itinerários vão mudar nos letreiros a partir de setembro

Complemento após o prefixo deve sumir

Implantação de nova rede de serviços na capital paulista deve ser concluída até 2024; Primeira etapa deve começar em setembro de 2022

ADAMO BAZANI

O passageiro de ônibus de São Paulo vai ter de se adequar a grandes mudanças na rede, inclusive, com cortes de linhas, criação de trajetos, supressão de itinerários e novas baldeações.

A primeira de três etapas das mudanças deve começar em setembro de 2022 e o objetivo é concluir o processo até 2024.

Das 1447 linhas atuais, haverá mudanças em quase 600.

Os planos de implantação da nova rede, que estão previstos em contrato com as empresas de ônibus assinados em setembro de 2019, foram apresentados nesta sexta-feira, 29 de abril de 2022, pela prefeitura na reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte – CMTT

Além disso, os códigos das linhas de ônibus da cidade, a maioria que segue um modelo implnatado nos anos de 1970, também vão mudar.

A administração municipal pretende fazer com que os códigos das linhas tenham quatro dígitos.

Estes códigos devem começar com a identificação numérica das áreas operacionais, que vão de 1 a 9.

Os atuais números complementares de cada código que identificam o tipo de serviço devem sumir, por exemplo,– 10 e- 21, depois dos números principais das linhas.

Esta extensão indica, inclusive, derivações do trajeto principal: 1701-10; 1701-21 e 1701-22

Serão mantidas as cores atuais que identificam as regiões atendidas.

Todas estas alterações deveriam ter começado em setembro de 2020, um ano depois da assinatura dos contratos, mas como mostrou o Diário do Transporte, o procedimento foi suspenso por causa da pandemia de covid-19.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/09/03/estudos-para-implantacao-de-nova-rede-de-onibus-em-sao-paulo-serao-retomados-apos-pandemia-diz-sptrans/

As mudanças vão se dar em três etapas, de acordo com a complexidade das alterações.

Haverá também, segundo a apresentação, transferências de linhas entre as atuais empresas operadoras para a adequação ao mapa desenhado para o sistema e também para compatibilizar os itinerários de acordo com o tipo de frota de cada viação.

A segunda e terceira etapas também vão levar em conta a necessidade de infraestrutura para as linhas, inclusive com novos terminais e corredores.

A prefeitura pretende não mexer com 875 linhas, que não devem ter mudanças.

O sistema de ônibus da cidade foi dividido na última licitação em três subsistemas, de acordo com o tipo de serviço, trajeto e frota.

– Subsistema Estrutural: Operado por ônibus maiores, que unem centralidades das regiões a outras centralidades passando pela região central; que trafegam por grandes avenidas e ruas de grande movimento e por corredores e que fazem a ligações entre os terminais. Entre os tipos de ônibus estão os padrons (motor traseiro e piso baixo), articulados, “superarticulados” e biarticulados.

– Subsistema Local de Articulação Regional: É inédito na cidade, uma espécie de sistema intermediário. A operação se dá por ônibus médios e convencionais entre os bairros mais distantes e as centralidades regionais (por exemplo, Vila Constância e Santo Amaro) e entre regiões diferentes, mas sem passar pelo centro. Os ônibus são de modelos básicos, com motor na frente, e padrons.

– Subsistema Local de Distribuição: Operado por ônibus menores entre os bairros e os terminais, corredores de ônibus e estações do Metrô e da CPTM. Os ônibus são minis, mídis (micrões) e convencionais, dependendo da demanda e condições do viário.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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