Tupy fecha acordo com Traton e compra MWM do Brasil, fabricante de motores de ônibus e caminhões

Negócio foi de R$ 865 milhões e empresa fala em “descarbonização” de motores

ADAMO BAZANI

A Tupy comprou 100% dos ativos e negócios da MWM Brasil (International Indústria Automotiva da América do Sul), fabricante de motores de ônibus e caminhões, de motores estacionários e de geradores, localizada na capital paulista, com um centro de distribuição em Jundiaí, no interior de São Paulo.

O acordo foi fechado por R$ 865 milhões entre a Tupy e a Navistar International Corporation, subsidiária da Traton, holding que reúne as marcas Volkswagen, MAN e Scania.

Diversos ônibus e caminhões destas marcas são equipados com motores MWM.

Em comunicado, ao qual o Diário do Transporte teve acesso, a Tupy diz que a negociação faz parte de suas estratégias de diversão de mercado.

A “descarbonização”, com a produção de motores menos poluentes, também está nos planos, algo que já foi iniciado pela MWM.

A MWM instalou-se no Brasil e, 1953, como MWM Motores Diesel SA. Inicialmente, os sócios eram a WMF (empresa alemã com operações no Brasil), a MWM da Alemanha e o grupo Knorr-Bremse AG. Em 1955, a empresa adquiriu um terreno no bairro de Jurubatuba (Santo Amaro), onde a empresa continua instalada até os dias de hoje.

Já a Tupy, conhecida como “Fundição Tupy”, foi fundada em 9 de março de 1938, em Santa Catarina, pelos alemães Albano Schmidt, Hermann Metz e Arno Schwarz.

As fábricas da Tupy estão em Joinville/SC, Mauá/SP, Betim/MG (Brasil) e nas cidades de Saltillo e Ramos Arizpe (México) e Aveiro (Portugal). Além disso, a Tupy tem escritórios no Brasil, EUA, Alemanha, Itália e Holanda.

“Juntas, MWM e Tupy, tornam-se uma companhia singular no mercado, que reúne em um só fornecedor: serviços de fundição, usinagem, montagem, validação técnica e atividades de engenharia associadas. Vamos nos unir a uma empresa com grande capital intelectual e tecnológico, formada por líderes experientes, cultura empreendedora e que possui elevada credibilidade técnica em nossa indústria. Com a competência técnica desse time, estenderemos os serviços por eles oferecidos aos nossos clientes atuais”, disse no comunicado, o CEO da Tupy, Fernando Cestari de Rizzo.

“O uso de biogás e biometano para geração de eletricidade e como combustível para frotas de caminhões, ônibus e tratores agrícolas é a principal rota para a descarbonização da indústria nacional e exportadora de proteínas, laticínios, açúcar e etanol. A produção de biogás no País é inerente ao tamanho do agronegócio brasileiro. Ele também será utilizado, em grande medida, como combustível para a produção de eletricidade em propriedades rurais através de geradores elétricos desenvolvidos e fabricados pela MWM” explicou o CEO da MWM, José Eduardo Luzzi

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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