Governo Federal deve lançar programa para substituir ônibus e caminhões velhos

Estimativa é que proprietário receba R$ 30 mil a cada veículo

ADAMO BAZANI

Nesta semana, o Governo Federal deve lançar um programa de renovação de frota de veículos comerciais.

Chamando de Renovar, o plano deve começar com caminhões, ônibus e implementos rodoviários.

O programa deve ser tocado pelo Ministério da Economia e a adesão será voluntária.

A estimativa é de que os proprietários recebam R$ 30 mil por veículo.

A ideia é que o dono do ônibus, caminhão ou implemento entregue o bem num desmanche credenciado e que o valor vire um crédito apenas para a compra de um novo veículo ou implemento.

Deve ser lançado um aplicativo ou um site especial para a viabilização dos negócios.

Entre os objetivos está incentivar a indústria de veículos comerciais, reduzir acidentes principalmente em rodovias e melhorar as condições de trabalho dos profissionais dos transportes de passageiros e cargas.

O programa deve ser instituído por medida provisória.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. vagligeiro disse:

    Eu criaria as seguintes opções:

    – Reforma do veículo antigo com tecnologias atuais (motor novo e/ou troca por tração elétrica / gás / hidrogênio) = isenção de impostos. Veículo tem que ter estrutura em estado aceitável (sem rachaduras ou dobras no chassi e longarina). Dado falta de matéria prima e dificuldade na construção de novos veículos pela indústria, fazer um “retrofit” seria bem interessante. Seria “refabricar” o veículo, mas sem precisar considera-lo como novo. Tem a desvantagem de não pegar IPVA, mas ao menos seria uma reciclagem válida. O que mais se perde em veículos não é estrutura, mas sim motorização. A troca da motorização por uma moderna, seja combustão ou elétrico, daria uma sobrevida a veículos antigos, muitas vezes inclusive servindo de atrativo a quem por exemplo tem frota de veículos antigos e serve cidades pequenas e turísticas.

    – Repasse do veículo antigo ao governo – o governo receberia em cooperativas de desmanche, SENAI, projetos próprios de recuperação veicular para poder dar um destino útil as peças. Veículos em estado passível de recuperação poderiam ser leiloados para colecionadores ou repassados a museus de transporte credenciados.

  2. Edmar Ornelas de Azevedo disse:

    Brincadeira de mau gosto. Antes, Bolsonaro e Tarcísio Freitas haviam prometido (e não cumpriu) o famigerado “Credito Caminhoneiro”, no valor de R$ 50.000,00. Agora, quer dar R$ 30.000,00 para renovar a frota?
    Comprei meu caminhão, ano 1990, por R$ 80.000,00. Que vou fazer com R$ 30.000,00?
    Por que, ao invés de ideias tão absurdas, não abre uma linha de financiamento pelo BNDES para o autônomo poder comprar um caminhão mais novo?

  3. Everton Costa Goltara disse:

    Seria interessante um programa nacional de logística reversa incentivado pelo Governo Federal para as fabricantes de chassi de ônibus fazerem programas de reconstrução de chassis, transformando chassis antigos em chassis novos Euro V e Euro VI; assim economiza matéria-prima na fabricação, poupa recursos naturais e evita a necessidade de desmanche e descarte dos veículos nos ferro-velho transformando modelos antigo de chassi para modelo novo de chassi (Ex: transformar um chassi OF-1318 refabricando-a em novo chassi OF-1519 Bluetec 5; claro que para isso precisa levar para o local autorizado e credenciado no programa, onde os proprietários receberiam no máximo até cerca de R$ 30.000 por veículo entregue; após isso o local autorizado vai desencarroçar a carroceria separando a carroceria e o chassi e seriam enviados posteriormente as fabricantes de chassi e carroceria; no caso dos fabricantes de chassis, na fabricante seria reconstruído e transformado em novo chassi moderno para a comercialização e encarroçado em nova carroceria moderna. já no caso das fabricantes de carrocerias seriam recicladas e virariam novas peças de carrocerias em versão moderna e atual), o mesmo programa da logística reversa poderia valer também para as carrocerias que teriam muitas peças recicladas cirando novas peças das novas carrocerias (ex: peças de lataria da carroceria reciclada e que poderia virar novas peças de lataria da carroceria dos novos modelos de carrocerias).

    Falo isso pois faz muita falta um programa de logística reversa de reconstrução de chassis de ônibus antigos em chassis de ônibus novos com novas normas ambientais evitando-se fabricar um chassi novo do zero. A EMD nos EUA tá fazendo isso com as suas locomotivas EMD SD38/SD40 e GP38/GP40 transformando-as em locomotivas novas reconstruidas e ambientalmente corretas nas Normas EPA Tier 3.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading