Tarifa zero no transporte público exige tecnologia e monitoramento
Publicado em: 16 de março de 2022
Segundo dados do Portal Mobilize, até abril de 2021, 27 municípios brasileiros haviam adotado o modelo de tarifa zero como forma de incentivar ao uso do transporte público. Em 2022, esse número tem crescido.
Em termos de negócio, a implementação desse tipo de medida passa por diversas questões. Inclusive, muitas vezes ela é fruto de uma determinação do órgão gestor. Até por esse motivo, é importante garantir que, caso seja esse o caminho adotado, a aplicação transcorra da forma mais segura possível.
Neste artigo, nós queremos falar sobre os aspectos operacionais da adoção deste modelo. Afinal, como viabilizar uma iniciativa tarifa zero, levando em consideração fatores como controle do fluxo de passageiros, prestação de informação para órgãos gestores, entre outros?
Controle é fundamental para a operação
Antes de tudo, é importante destacar que simplesmente retirar a catraca dos ônibus para colocar em prática uma medida de tarifa zero é um movimento arriscado e pode acarretar problemas como:
- falta de controle do fluxo de passageiros;
- dificuldades no repasse de informação para o órgão gestor;
- aumento de custos com manutenção dos veículos.
Essa combinação pode comprometer o sucesso da iniciativa, além de causar prejuízos para a operação e, consequentemente, para os resultados do negócio.
Sem tarifa, mas com bilhetagem
Seja uma iniciativa para atender a grupos específicos (estudantes, idosos, entre outros) ou para a população inteira do município, a bilhetagem oferece o suporte necessário para que todas essas questões citadas acima sejam tratadas de forma automatizada. Isso quer dizer:
- controle do fluxo de usuários que estão usufruindo do benefício;
- identificação desses usuários;
- geração de informação precisa para a prestação de contas para a prefeitura ou órgão gestor.
Tarifa zero na prática: o QR Code como meio de validação
Levando em consideração a necessidade de ter mecanismos para auxiliar no controle do fluxo de passageiros e a correta identificação de quem está usando o benefício da tarifa zero, a Empresa 1 desenvolveu uma forma de viabilizar esse modelo.
O QR Code é uma das ferramentas mais funcionais e versáteis para transações no transporte público, e foi a partir dele que a solução em questão foi implementada em um dos municípios parceiros da Empresa 1.
O código pode ser estático ou dinâmico, dependendo de cada situação e necessidade. Quando é estático e mantém a validade em múltiplas transações, ele pode, inclusive, ser impresso, gerando assim considerável economia na emissão e manutenção de cartões sem contato. Mesmo no caso de um QR Code estático, ainda é possível definir regras de uso temporal ou geográfico, por exemplo.
Em outras palavras, a solução pode garantir uma melhor gestão do benefício e mais segurança para o operador.


Legal o artigo, mas não entendi quem tem a solução.
O capitalismo e a burrocracia sempre andam juntas… “Criam-se dificuldades para vender facilidades”…
Tarifa zero no transporte público tem como intuito possibilitar a liberdade do cidadão em ir em vir. Quanto mais itens de manutenção forem postos, mais caro fica uma operação “tarifa zero”, descompensando a mesma. A burocracia aqui vira uma “gentrificação” do transporte, dado que teria que pressumir que o usuário do sistema municipal teria que ser cadastrado no município, daí gerando burocracias que podem ser voltar contra si. E uma cidade com tarifa zero apenas quer só que a operação seja prática.
Claro que monitoria é necessária, mas isso é simples de fazer. A presença de uma fiscalização humana – geralmente funcionário público da prefeitura – ajuda na contagem e monitoria do ir e vir.
Que as empresas de tecnologia de transporte se atentem a não serem um empecilho na criação de políticas “tarifa zero” em cidades. Não precisamos de mais custos.
Interessante, se for fazer um sistema para todas as pessoas, sem diferencial de idade ou renda, não vejo motivo para identificar as mesmas, elas entram, descem em um ponto específico e vão embora. A burocracia de reconhecimento só iria atrapalhar nesse caso.