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Sinalização com o nome Ultrafarma na estação Saúde do Metrô de São Paulo está em fase de conclusão

Empresa do ramo farmacêutico vinculou seu nome por meio do programa de naming rights da empresa metroviária

WILLIAN MOREIRA

A empresa do setor farmacêutico Ultrafarma passou a vincular seu nome na estação Saúde da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, que liga os bairros do Tucuruvi até o Jabaquara.

A troca da comunicação visual está em fase de conclusão e compreende não apenas a plataforma, mas totens, placas de identificação da entrada do local, entre outros pontos.

Essa mudança no nome da estação, que passa a se chamar Saúde-Ultrafarma, é fruto das licitações realizadas pela companhia para a concessão do uso de estações por meio do projeto de naming rights, pelo qual é permitido associar a marca de algum produto ou empresa a um local, sendo a segunda a passar por este processo.

O local foi escolhido pela empresa de comercialização de remédios e derivados pelo fato de suas lojas estarem a poucos metros desta estação.

Os naming rights apareceram oficialmente nesta terça-feira (15) com as novas placas de comunicação e sinalização da estação, além do totem nos acessos já portando o nome da rede de farmácias.

Confira imagens da estação com o novo nome:

Segundo o Metrô, a Ultrafarma também estará presente nas mensagens sonoras dos trens ao anunciar a estação, nos mapas da linha e da rede metroferroviária, além do site, mídias sociais e aplicativos do Metrô.

“Essa parceria da Ultrafarma com o Metrô de São Paulo é importante não somente pela ligação da empresa de medicamentos com o nome ‘Saúde’, mas principalmente pela primeira unidade da farmácia ter sido inaugurada ao lado da estação, no ano de 2000, pelo empresário Sidney Oliveira”, detalhou o Metrô, em nota.

A estação Saúde foi inaugurada em 14 de setembro de 1974, sendo parte das primeiras estações de metrô abertas no Brasil. Conta com mais de 6 mil m² de área construída no subterrâneo da Avenida Jabaquara, na zona sul de São Paulo.

NAMING RIGHTS

A pioneira a ter seu nome atrelado a uma marca foi a estação Carrão em novembro do ano passado, que levou o nome do Assaí Atacadista.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2021/11/25/assai-atacadista-colocara-seu-nome-na-estacao-carrao-do-metro-de-sao-paulo/

A alteração de nomes dos locais no Brasil, tornou-se muito comum com casas de espetáculos e estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014, que tiveram os nomes associados a marcas de patrocinadores e empresas responsáveis pelos empreendimentos.

A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura de São Paulo aprovou a proposta do Metrô no dia 10.

O aceite do projeto foi obtido com sete votos a favor e três abstenções, e era fundamental para a Companhia poder prosseguir com o projeto. Foram analisadas questões como possíveis poluições visuais, mudanças estéticas e urbanísticas das estações e seu entorno, tomando como direção da discussão os fundamentos presentes na Lei Cidade Limpa.

Na justificativa da Companhia do Metropolitano de SP (Metrô) durante reunião em que participou o Diretor Comercial, Cláudio Roberto Ferreira, foi colocado como exemplo a queda notável de receitas da empresa no ano passado devido à pandemia do coronavírus, passando de R$ 2,126 bilhões em 2019 para R$ 957 milhões de receita tarifária em 2020. Ou seja, estes valores foram obtidos apenas com a comercialização e cobrança de bilhetes de embarque para viagem.

Outra intenção é aproximar as grandes marcas do sistema, modelo similar presente nos sistemas metroviários de Nova Iorque, Dubai, Mumbai, Kuala Lumpur, Chicago, Boston e já no Rio de Janeiro, que conta com a estação Botafogo-Coca Cola.

Recentemente, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas –FIPE para realizar estudos técnicos que viabilizem a aplicação de naming rights das estações Vila Olímpia (Linha 9 Esmeralda), Mooca (Linha 10 Turquesa), Luz (Linha 7 Rubi) e Brás (Linha 11 Coral).

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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