Kalil pede à Ministério Público liberação de R$ 4,3 milhões para ônibus voltarem às ruas

Dinheiro é espécie de “caução” das próprias viações para ser usado em situação de emergência; Empresa parou de operar por falta de recursos

ADAMO BAZANI

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, 13 de janeiro de 2022, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, disse que vai pedir ao MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), a liberação de R$ 4,3 milhões, que pertencem às próprias empresas de ônibus, com o objetivo de retomar a circulação da Trans Oeste que suspendeu as suspendeu as operações, alegando falta de recursos, inclusive para a compra de óleo diesel.

Em torno de 100 ônibus não saíram às ruas, 28 linhas ficaram sem atendimento, o que afetou 120 mil passageiros.

O Consórcio Dom Pedro II disse que a operação também poderá ser paralisada a partir de domingo (16) pelo mesmo motivo.

Kalil disse que esta verba “travada” faz parte de um acordo com o MPMG e pertence às próprias empesas de ônibus e deve ser usado em situação de emergência.

“Esse dinheiro não é da prefeitura. Não pode ser usado pela prefeitura. Ele é um caução que as próprias empresas colocam na prefeitura para que, em horas como estas, seja usado”, explicou Kalil.

Na mesma coletiva, o presidente do SETRA, que é o sindicato das viações, Robson Lessa, disse que a situação é emergencial e que o dinheiro será usado para compra do diesel para, aí sim, ser retomada a circulação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Urbano Augusto disse:

    Ah, mas é claro! Dinheiro pra pagar diesel, a Trans Oeste não tem.
    Mas, pra comprar empresa, participar de licitação em Cuiabá, assumir o transporte por lá e sumir de BH, tem.
    Fabiano é um picareta. Picareta de primeiríssima ordem.

    E o Robson Lessa? Não tem dinheiro pro diesel mas tem dinheiro (R$ 5.000,00/cabeça) pra pagar vacina falsa né?

  2. Helton disse:

    Eu concordo com a liberação. É até bom.
    Acaba com recurso rápido agora, não vai resolver os atuais problemas das empresas de ônibus e lá na frente não terão fundos para bancar os outros problemas que virão.
    Estão rodando em círculos. Esse é o começo do fim das empresas de ônibus de BH.

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