Prefeito de Porto Alegre se encontra com Bolsonaro e cobra auxílio federal para os transportes

Sebastião Melo diz que saiu do encontro otimista e que presidente sinalizou para auxílio em nível nacional

ADAMO BAZANI

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, se encontrou na tarde desta terça-feira, 11 de janeiro de 2022, com presidente Jair Bolsonaro e cobrou uma ajuda federal para os transportes.

Melo integra a FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) que desde o início da pandemia de covid-19, no primeiro trimestre de 2020, intensificou os pedidos de maior participação do Governo Federal na mobilidade urbana prevendo o que de fato ocorreu em diversos sistemas de ônibus: colapso com fechamento de empresas, diminuição da frota e paralisação das linhas.

Segundo nota da prefeitura, Melo reforçou pessoalmente o apelo pela pauta que alcançou mobilização nacional: a redução de impostos federais sobre itens que impactam a tarifa de ônibus, trens e metrôs, e a contribuição da União no financiamento do transporte coletivo.

Em dezembro de 2021, o prefeito integrou missão liderada pela Frente Nacional de Prefeitos que esteve no Congresso Nacional defendendo apoio para enfrentar a crise na mobilidade que atinge as grandes cidades.

 “A criação do SUS do transporte é essencial para financiar a passagem daqueles que não podem pagar e baixar a tarifa para quem paga. A crise do transporte é comum às grandes cidades, e é o momento das diferentes instâncias dos governos se unirem para criar soluções. Saí otimista de que o presidente deverá caminhar nesta direção”, afirmou Melo de acordo com a nota.

Diversas cidades, como a capital paulista aguardam a votação no Congresso a partir de fevereiro de 2022, de um auxílio federal para o transporte coletivo, para aí sim, definirem um eventual reajuste de tarifa.

Há três opções de financiamento dos transportes pelo Governo Federal que estão em debate:

– A União custear as gratuidades para idosos com 65 anos de idade ou mais

– O Governo Federal pagar um VTS (Vale-Transporte Social) para pessoas beneficiárias de programas sociais registradas no CadÚnico e também para desempregados registrados no Caged

– O Governo Federal custear ou desonerar o óleo diesel dos ônibus, que somente em 2021 teve 65% de reajuste de preço.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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