Acidente com ônibus a serviço da Buser deixa mortos e feridos na BR-381, em João Monlevade (MG)

Veículo caiu de uma ribanceira. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Grupo viajava de Belo Horizonte (MG) com destino a Guarapari (ES)

JESSICA MARQUES

Um acidente envolvendo um ônibus a serviço da empresa Buser deixou pelo menos dois mortos e 34 feridos na BR-381, em João Monlevade, em Minas Gerais.

O ônibus saiu da pista e caiu em uma ribanceira de aproximadamente 40 metros na madrugada desta quarta-feira, 29 de dezembro de 2021.

Na ocasião, o grupo viajava de Belo Horizonte (MG) com destino a Guarapari (ES). A proprietária do veículo é a Jundiá Transportadora Turística.

OUTRO LADO

Confira o posicionamento da Buser sobre o acidente:

A Buser lamenta profundamente o acidente ocorrido na madrugada desta quarta-feira (29/12), no KM 356 da BR-381, em João Monlevade, região Central de Minas Gerais, e informa que, juntamente com a parceira Jundiá, vem prestando todo o apoio aos envolvidos, além dos esclarecimentos necessários às autoridades policiais.

O ônibus viajava de Belo Horizonte (MG) com destino a Guarapari (ES). A plataforma esclarece que as causas oficiais do acidente estão sendo apuradas em perícia por órgãos competentes. Ao se solidarizar com familiares e amigos das vítimas, a Buser aguarda as investigações.

A Buser tem a segurança como um dos pilares de sua atividade. A empresa oferece, gratuitamente, treinamentos regulares aos motoristas parceiros. Além disso, desde o início de sua atuação, implementou o seguro grátis a todos os viajantes.

Confira o posicionamento da Jundiá Transportadora Turística sobre o acidente:

A Jundiá Transportadora Turística lamenta profundamente o acidente ocorrido na madrugada desta quarta-feira (29/12), no KM 356 da BR-381, em João Monlevade, região Central de Minas Gerais.

Informa que já prestou e continua dando total suporte aos passageiros e motorista que estiveram envolvidos no acidente e prestará assistência às famílias das vítimas.

Todos os feridos já foram socorridos e encaminhados para hospitais da região. A Jundiá está empenhada em garantir a melhor assistência possível aos envolvidos.

A empresa ressalta que todas as suas viagens são cobertas por seguro, para garantir a plena assistência de todos os passageiros, motoristas e demais funcionários.

O veículo estava com a documentação e manutenção em dia, com licença para viagem expedida e aprovada pela ANTT. Além disso, os motoristas são registrados pela empresa e também na ANTT, com testes e exames em dia.

As causas do acidente ainda estão sendo apuradas e a Jundiá aguardará e prestará todo o suporte necessário para que os órgãos responsáveis analisem, com a máxima brevidade, os fatores que causaram o acidente e que medidas de segurança sejam implementadas no local para evitar que fatos como este se repitam.

Documentação

O ônibus que fazia a viagem Belo Horizonte/Guarapari e se acidentou na madrugada desta quarta-feira (29) estava com toda documentação em dia, assim como as licenças e autorizações dos motoristas escalados para a viagem.

A Jundiá Transportadora Turística é uma empresa tradicional, que preza pela qualidade de sua operação. A idade média dos veículos registrados na ANTT é de 4,67 anos. Todos os veículos, além das revisões obrigatórias dos fabricantes, são inspecionados a cada 5.000 km.

As razões do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades, após perícias e depoimentos. Inicialmente, a informação que temos é que o motorista sofreu um mal súbito, o que também será objeto de investigação. O profissional é habilitado há sete anos e está com todas as licenças, exames de saúde e toxicológicos, registros e cursos em dia, assim como tinha cumprido o período de descanso obrigatório entre uma viagem e outra.

O segundo motorista assumiria o ônibus na cidade de Manhuaçu (MG), após um total de cerca de 280 km ou cinco horas de viagem, menos do que exige a legislação.

A licença da ANTT para esta viagem estava regular, ainda que o sistema do órgão gere divergências em relação a horários, questão que é discutida permanentemente pelo setor de fretamento com a agência. O número de passageiros incluídos na listagem é diferente do número real por dificuldades operacionais relacionadas ao site da ANTT e que ainda estamos averiguando a razão. Isso não implica em riscos de segurança, trata-se de uma formalidade. E em nenhum momento a empresa deixou de informar às autoridades sobre a ocorrência da viagem.

Reforçamos que todos os passageiros, constando ou não da licença, estão cobertos pelo seguro e estão sendo atendidos com toda solidariedade, sensibilidade e dedicação por nossa equipe.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. DeSouza disse:

    Muito antigamente um belo trabalho foi apresentado pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias – IPR, órgão vinculado ao DNER (antecessor do atual DNIT), que versava sobre a avaliação de um acidente de trânsito em rodovia, basicamente. Nem sei se ainda sobrevive esse instituto, mas eu o cito para indagar sobre o que faz a ANTT a respeito dos acidentes de trânsito com envolvimento de ônibus? Acompanha as perícias? Participa do exame das causas e resultados? Cataloga os efeitos danosos, para daí orientar fabricantes de carrocerias? Não sabemos. O que temos conhecimento é que a agência reguladora instituiu meios de controle das jornadas de trabalho dos motoristas; mas será que as controla, acompanha, afere? Uma das principais causas de acidentes de trânsito em rodovia se dá pela fadiga, pelo excesso de trabalho, pela jornada noturna sem o devido descanso entre uma e outra. Terá sido essa a causa determinante ou agravante desse acidente? A ANTT é quem deve dar as respostas, pensamos nós, pobres usuários.

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