Rio Branco, no Acre, decreta situação de emergência no transporte coletivo

Viação Floresta anunciou o fim da operação na capital. Foto: Diego Parreira / Ônibus Brasil

Prefeito convocou coletiva para comunicar decisão, e afirmou que abrirá edital para novas empresas assumirem linhas da Viação Floresta

ALEXANDRE PELEGI

O prefeito de Rio Branco, no Acre, Tião Bocalom, anunciou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 20 de dezembro de 2021, a decretação de situação de emergência no Transporte Coletivo da cidade.

A situação é decorrência da crise que o sistema de transporte público de Rio Branco atravessa.

Bocalom chegou a anunciar a contratação de novas empresas para assumirem o serviço na capital acreana.

Em nota divulgada pela Superintendência de Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), pelo menos oito linhas da Auto Viação Floresta deixaram de operar.

O Sindicato dos Transportes do Acre (Sinttpac) justifica a retirada dos ônibus em decorrência da falta de diesel, uma vez que as linhas são deficitárias.

Na entrevista, o prefeito chegou a qualificar de “péssimo” o transporte público da capital. O prefeito, no entanto, enfrentará dificuldades para encontrar novas empresas, uma vez que até o momento, segundo o próprio gestor, não houve interesse em operar na cidade.

A situação de emergência foi oficializada por meio do decreto municipal 1.694. Ao mesmo tempo, prometeu Bocalom, será lançado edital convocando novas empresas para assumir as linhas deixadas pela viação Floresta, que hoje anunciou o fim da operação na capital.

A decisão de emergência ocorre 67 dias após ter o prefeito sancionar Lei que instituiu o repasse de R$ 2,4 milhões como subsídio tarifário ao Transporte Público Coletivo Urbano. O objetivo era custear as gratuidades de idosos, policiais, pessoas com deficiência, entre outros.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Ora,ísso é obvio.Extingue esse estado sem moral nem legitimidade ou devolve pra Bolívia e eles que decidam.Menos políticos e empresários mercenários e picaretas e menos criminosos pra enganar e cometer crimes de lesa á Pátria.

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