AESA, de Santo André, moderniza o sistema de transporte

Inovações serão possíveis devido à migração dos diferentes sistemas hoje utilizados na frota de Santo André para a plataforma Atlas, desenvolvida pela Transdata

Em 2022 os ônibus da cidade do ABC paulista contarão com uma solução completa de ITS, integrando bilhetagem, biometria facial, monitoramento, controle operacional e informação ao usuário em uma única plataforma

Usuários das linhas municipais de ônibus de Santo André, no ABC paulista, contarão com um pacote de modernização no sistema de transporte em 2022. A partir do próximo ano, os ônibus da cidade passarão a contar com uma solução completa de ITS, integrando bilhetagem, biometria facial, monitoramento, controle operacional e informação ao usuário em uma única plataforma.

Segundo a AESA (Associação das Empresas do Sistema de Transportes de Santo André), o investimento vai se estender também para a oferta de novos meios de pagamento. Além dos atuais cartões emitidos pela entidade, que continuarão válidos no novo sistema, os usuários do transporte poderão pagar as passagens usando cartões de crédito e débito bancários (padrão EMV Contactless), ou celulares e dispositivos com NFC. E contarão também com a opção de pagamento com carteira digital, utilizando QR Code.

Outra novidade será a ampliação dos canais de relacionamento, já que além de pontos físicos de atendimento e recarga, os serviços também poderão ser solicitados via WhatsApp, com pagamento via PIX, e pelos aplicativos de previsão de horários. “Santo André foi uma das primeiras cidades do país a contar com um sistema de bilhetagem eletrônica, antes mesmo da capital. Sempre entendemos a importância da tecnologia para oferecer um serviço melhor à população. Esse novo investimento, só confirma tudo isso, mesmo diante das dificuldades agravadas pela pandemia e reajuste dos combustíveis, as empresas continuaram investindo em renovação da frota e, agora, na atualização da plataforma tecnológica de ITS, incluindo a bilhetagem”, diz Luiz Marcondes, Gerente Geral da AESA. “A escolha da Transdata foi natural, já que temos uma parceria de mais de 25 anos com a empresa. O modelo de ITS como serviço também foi decisivo para viabilizar a implantação num momento de tanta dificuldade para o setor de transporte coletivo”, completa Marcondes.

PLATAFORMA INOVADORA E IMPLANTAÇÃO GRADATIVA

As inovações serão possíveis devido à migração dos diferentes sistemas hoje utilizados na frota de Santo André para a plataforma Atlas, desenvolvida pela Transdata. A nova plataforma é a primeira de ITSaaS (ITS-as-a-Service) do país e adota uma arquitetura, orientada para serviços, compatível com padrões internacionais de operação. Nessa nova plataforma, a AESA terá acesso a todas as funcionalidades disponíveis, mas pagará apenas conforme o volume de uso de cada uma delas. “É um modelo mais justo e mais adequado à realidade dos sistemas de transporte, é flexível e se adequa de forma rápida a qualquer cenário” diz Devanir Magrini, Diretor de Negócios da Transdata. Santo André, que foi o primeiro cliente da Transdata, será também o primeiro a utilizar essa nova plataforma.

O sistema será disponibilizado progressivamente a partir do segundo trimestre de 2022, prazo necessário para a instalação de novos equipamentos embarcados na frota. Os dispositivos da linha AtlasBox, também da Transdata, foram escolhidos para equipar os veículos tornando a experiência dos passageiros mais prática e moderna.

 

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Comentários

Comentários

  1. Telma disse:

    A AESA poderia também melhorar o atendimento… Tratar as pessoas com mais respeito e consideração… Já estou há meses tentando resolver um problema no cartão do meu filho e, por erro deles, não consigo…

  2. Alessandro Guimarães disse:

    Tanta tecnologia, e ainda continua a aceitar dinheiro, colocando em riscos a saúde de todos, e tbm colocando em risco a vida do motorista por conta de tantos assaltos, e preciso abrir os olhos para uma realidade.

    1. Alexandre Da Rocha Carvalho disse:

      Falou tudo, isso mesmo, mais de 20 anos implantaram esse sistema de bilhetagem em Santo André e até hoje não conseguem acabar com pagamento em cédulas, dobrando a responsabilidade para o motorista de transporte coletivo, deveria acabar com pagamento em dinheiro..

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